Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

EUA anulam parte da condenação de ex-engenheiro do Google

A Justiça dos Estados Unidos anulou as acusações de espionagem econômica contra o ex-engenheiro do Google Linwei Ding por falta de provas de benefício ao governo chinês.

Sexta, 21 de Agosto de 2026 às 10:52, por: CdB

A Justiça dos Estados Unidos anulou as acusações de espionagem econômica contra o ex-engenheiro do Google Linwei Ding por falta de provas de benefício ao governo chinês.

Por Redação, com Reuters – de Washington

A Justiça dos EUA ‌anulou na quinta-feira parte da condenação do ex-engenheiro de software do Google Linwei Ding, que havia sido considerado culpado no início deste ano pelo roubo de segredos comerciais de inteligência artificial da gigante tecnológica norte-americana em benefício de duas empresas chinesas.

Ex-engenheiro do Google tem condenação parcialmente anulada

O juiz federal Vince Chhabria, do Tribunal Distrital dos ⁠Estados Unidos em São Francisco, considerou que as provas não foram suficientes para ‌sustentar a acusação de que Ding tivesse a intenção ou soubesse que sua conduta beneficiaria o governo da China, requisito necessário para condená-lo ‌pelas sete acusações de espionagem econômica. Chhabria ‌afirmou que as provas sustentavam o veredicto de culpado pelo roubo ⁠de segredos comerciais.

Ding, cidadão chinês, foi considerado culpado em janeiro, após um julgamento de 11 dias, por sete acusações de espionagem econômica e sete acusações de roubo de segredos comerciais por furtar milhares de páginas de informações confidenciais.

Três semanas após o julgamento, advogados de Ding entraram com um recurso ‌solicitando sua absolvição, argumentando que o Departamento de Justiça não conseguiu provar as ‌acusações além de qualquer ⁠dúvida razoável.

Cada acusação ⁠de espionagem econômica prevê pena máxima de 15 anos de prisão e multa de ⁠US$ 5 milhões, enquanto cada acusação de ‌roubo de segredos comerciais prevê ‌pena máxima de 10 anos e multa de US$ 250 mil.

A sentença de Ding deve ser proferida em 1º de setembro, de acordo com a pauta do tribunal.

Um advogado de Ding, também conhecido como Leon ⁠Ding, disse estar satisfeito com a decisão. O Departamento de Justiça não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Ding foi inicialmente indiciado em março de 2024, e uma nova acusação, apresentada em fevereiro de 2025, ampliou as acusações. Os promotores afirmaram ‌que Ding roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software usadas no treinamento de grandes modelos de IA nos data ⁠centers de supercomputação do Google.

Chips

Alguns dos projetos de chips supostamente roubados haviam sido projetados para dar ao Google, de propriedade da Alphabet, uma vantagem sobre seus rivais na computação em nuvem — a Amazon.com e a Microsoft, que projetam seus próprios chips — e reduzir a dependência do Google em relação aos chips da Nvidia.

A acusação sustenta que Ding ingressou no Google em maio de 2019 e começou a cometer os furtos três anos depois, quando estava sendo convidado a ingressar em uma empresa chinesa de tecnologia em fase inicial.

O Google não foi indiciado e afirmou ter cooperado com as autoridades. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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