Espaçonave alcançou Estação Espacial Internacional em sete horas e 55 minutos, quebrando recorde norte-americano. Voo mais rápido até o local, porém, foi realizado pela Rússia em pouco mais de três horas.
Por Redação, com DW – de Washington
Quatro astronautas atracaram na Estação Espacial Internacional (ISS) na quinta-feira após completar o voo mais rápido já realizado por uma espaçonave dos Estados Unidos até o local, informou a agência espacial americana Nasa.

O foguete Falcon 9 da SpaceX, transportando a missão Crew-13, decolou às 11h10 (horário local) de Cabo Canaveral, na Flórida. Em apenas sete horas e 55 minutos, sua cápsula, a SpaceX Dragon Grace, atracou na ISS, estabelecendo um novo recorde para uma viagem americana até a estação espacial.
O voo da espaçonave foi o mais rápido já registrado não apenas para a empresa de Elon Musk, mas para qualquer entidade dos Estados Unidos, incluindo a própria Nasa. O tempo necessário para chegar à ISS depende principalmente da distância entre a estação espacial e a espaçonave no momento do lançamento.
A posição favorável da estação espacial permitiu que a nave a alcançasse mais rapidamente. A última tripulação que partiu dos Estados Unidos levou mais de 30 horas para chegar à estação. O recorde geral de voo até a ISS continua sendo de um foguete russo Soyuz, que em outubro de 2020 alcançou a estação em pouco mais de três horas.
O que se sabe sobre a nova tripulação.
A nova tripulação deveria chegar à ISS em meados de setembro. No entanto, o voo foi adiado devido a um vazamento a bordo da cápsula Dragon. O grupo é formado pelos americanos Jessica Watkins e Luke Delaney, pelo canadense Joshua Kutryk e pelo russo Sergey Teteryatnikov.
Watkins, comandante da Crew-13, tornou-se a primeira mulher negra a liderar uma tripulação em órbita. Em 2002, ela passou 170 dias no espaço. A viagem de Kutryk é a primeira missão de um astronauta canadense no âmbito do programa de tripulações comerciais da Nasa, de acordo com a Agência Espacial Canadense.
Terra
A tripulação permanecerá na ISS por seis meses e substituirá a Crew-12, cuja volta à Terra está prevista para segunda-feira. Durante esse período, eles estudarão tecidos derivados de células-tronco humanas para tratar doenças cardíacas e a doença de Parkinson, além de fazer experimentos sobre o cultivo de alimentos para voos de longa duração e alterações do fluxo sanguíneo no espaço, segundo a Nasa.
Apesar de muitos acordos de cooperação internacional terem sido encerrados após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os Estados Unidos e os demais parceiros da ISS continuam trabalhando com o país na estação espacial.
A ISS está em operação contínua há 25 anos. A Nasa se comprometeu a manter a estação em funcionamento até 2030.