Empresária foi detida em Teresina e deve responder por acusações de agressão, ameaça e possíveis crimes correlatos enquanto investigação segue em andamento.
Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina, no Piauí, após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão, no âmbito da investigação sobre agressões contra uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar.

A defesa da investigada confirmou a detenção. informa o portal G1. Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina “vai responder nos termos e cumprir as medidas judiciais impostas”, destacando que a cliente não pretende se omitir e colaborará com o processo.
A prisão também foi confirmada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão. Segundo ele, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, enquanto a vítima recebe assistência.
Ameaças
O caso é conduzido pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar boletim de ocorrência. Em depoimento, a jovem afirmou ter sido agredida depois de ser acusada de furtar uma joia da ex-patroa. O objeto teria sido encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas.
Mesmo após a localização da joia, as agressões teriam continuado. A vítima relatou ter sofrido puxões de cabelo, socos e tapas, além de ter sido derrubada no chão. “Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, declarou.
A doméstica também afirmou ter sido ameaçada de morte caso procurasse a polícia. Segundo o depoimento, um homem ainda não identificado teria participado das agressões, descrito como alto, forte e moreno.
Mensagens de áudio atribuídas à empresária e obtidas pela TV Mirante foram anexadas ao inquérito. Em uma delas, Carolina afirma que a vítima “não era pra ter saído viva” e relata a violência praticada.
Nos áudios, a suspeita também menciona a participação de um homem armado que teria ido até a residência para intimidar a trabalhadora.
Denúncias
A vítima detalhou ainda as condições de trabalho, afirmando que recebia cerca de R$ 750 e cumpria jornada de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo. Entre as funções, estavam limpeza da casa, preparo de refeições, lavagem de roupas e cuidados com uma criança.
O pagamento, segundo ela, era feito de forma fracionada e por meio de contas de terceiros.
A polícia informou que a empresária possui mais de 10 processos na Justiça. Em um deles, foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de furto, tendo a pena convertida em serviços comunitários e indenização por danos morais.
Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados após a divulgação de áudios em que a empresária afirma não ter sido conduzida à delegacia por conhecer um dos agentes.
Em nota, Carolina Sthela declarou que repudia qualquer forma de violência e afirmou confiar na apuração dos fatos. A empresária pediu que não haja “julgamento antecipado” e disse que apresentará sua versão no momento oportuno, dentro do devido processo legal.