Caso de tentativa de feminicídio em Nova Iguaçu deixou vítima com 50% do corpo queimado e segue sob investigação.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O homem apontado como responsável por atear fogo na ex-companheira em Austin, distrito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, se apresentou à polícia e foi preso na quinta-feira. Segundo reportagem do portal G1, Jefferson Silva compareceu à 58ª DP (Posse), onde já havia contra ele um mandado de prisão expedido por tentativa de feminicídio.

A apresentação do suspeito ocorreu três dias após o crime, que mobilizou equipes policiais e chamou a atenção pela gravidade das lesões causadas à vítima. Após se entregar, ele permaneceu detido e à disposição da Justiça.
Ataque
O caso aconteceu na madrugada de terça-feira, no bairro Três Fontes. Segundo relatos de testemunhas, Fabrícia Dias, de 30 anos, foi surpreendida pelo ex-companheiro, que não aceitava o término do relacionamento.
De acordo com as informações reunidas até o momento, o suspeito teria jogado álcool sobre a vítima e, em seguida, provocado as chamas. Após o ataque, ele fugiu do local levando os celulares de Fabrícia.
Inicialmente, a ocorrência foi registrada como lesão corporal. No entanto, ao chegarem ao endereço, policiais foram informados sobre as circunstâncias do crime, que indicavam tentativa de feminicídio, o que alterou a natureza da investigação.
Fabrícia sofreu queimaduras em cerca de 50% do corpo. As lesões atingiram regiões como tórax, braços, antebraço e cabeça, com ferimentos classificados como de segundo grau.
Ela foi encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por cirurgia. De acordo com as informações médicas mais recentes, o estado de saúde é considerado estável, apesar da gravidade das queimaduras.
Investigação
O caso segue sob investigação na delegacia responsável, que apura detalhes da dinâmica do crime e reúne depoimentos para consolidar o inquérito. A motivação, segundo os primeiros indícios, estaria relacionada à não aceitação do fim do relacionamento por parte do suspeito.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Jefferson Silva para comentar o caso.