O El Niño, fenômeno que aquece a superfície do Oceano Pacífico e causa chuvas intensas e secas em toda a América Latina, já está afetando a pesca e a agricultura do Peru.
Por Redação, com Reuters – de Lima
O fenômeno climático El Niño, que levou algumas chuvas e um aumento inesperado das temperaturas ao Peru, pode colocar mais de 1 milhão de pessoas em risco em regiões do país vulneráveis às mudanças climáticas, segundo as autoridades nacionais.

O chefe do Instituto de Defesa Civil, Luis Vázquez, afirmou na noite de quarta-feira que é esperado que o El Niño se intensifique a partir de novembro, causando inundações e deslizamentos de terra em cidades e comunidades de pelo menos dez regiões identificadas como as que provavelmente serão mais afetadas pelo fenômeno climático.
– Com base em dados históricos de todas as regiões que já foram afetadas pelo El Niño, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas podem ser afetadas – disse Vázquez em entrevista coletiva.
Entre as regiões mais vulneráveis ao El Niño estão províncias do norte, dedicadas principalmente à agricultura, o que gera preocupações quanto a possíveis perdas econômicas.
O El Niño, fenômeno que aquece a superfície do Oceano Pacífico e causa chuvas intensas e secas em toda a América Latina, já está afetando a pesca e a agricultura do Peru.
Vázquez disse que 536 “pontos críticos”, ou áreas do país mais vulneráveis à tempestade, foram identificados e que medidas preventivas estão sendo implementadas.
Chuvas
O impacto do El Niño não só causará chuvas e inundações ao longo da costa do país, mas também poderá provocar secas nas regiões andinas do sul, acrescento. O governo declarou estado de emergência em 796 distritos devido ao risco de chuvas e inundações e em 607 distritos devido à “escassez de água”.
– A ideia agora é reduzir certas vulnerabilidades e mitigar quaisquer danos potenciais – afirmou.
Na semana passada, chuvas intensas associadas ao El Niño causaram inundações em residências em algumas partes da capital, Lima, e interromperam o tráfego rodoviário no sul do país, deixando filas de caminhões de carga e ônibus de passageiros paralisados, além de interromper o acesso a Machu Picchu.