Agora, o criminoso chegou a anexar uma reportagem que relatava as ameaças para mostrar que não teria se intimidado.
Por Redação – de Brasília
A deputada e candidata à reeleição Talíria Petrone (PSOL-RJ), após voltar a receber ameaças contra ela e seus familiares, foi ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva para pedir maior celeridade nas investigações em curso. Petrone lembrou que é a quarta ameaça recebida nos últimos meses.

Agora, o criminoso chegou a anexar uma reportagem que relatava as ameaças para mostrar que não teria se intimidado. O criminoso ameaça de morte os filhos da deputada; além de outros familiares, e volta a mencionar informações pessoais e endereços dela. As mensagens têm cunho sexual e sugerem o assassinato de todos com manifestações racistas.
No ofício enviado ao ministro da Justiça, a deputada menciona 15 registros feitos junto à Polícia Federal (PF), mas critica a inércia das investigações. “É inaceitável que, após dezenas de boletins de ocorrência, inquéritos abertos e até apelos a organismos internacionais ao longo de todos esses anos, não haja respostas institucionais definitivas”, diz o ofício.
Resposta
O autor das ameaças se refere à parlamentar como “pretinha misturada com branco” e diz que vai provar que mulheres negras são “feitas especialmente para serem caçadas, violadas e mortas com gosto”.
“A ausência de respostas do Estado falha não apenas com a vida da parlamentar, mas decreta a falência da própria segurança pública, sequestrada pela violência política de gênero e raça”, afirma a deputada, na ação.
Petrone disse, ainda, que já precisou ser retirada do Rio de Janeiro após relatórios de inteligência apontarem articulações concretas para um assassinato e afirma que vive sob escolta policial armada permanente.