Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Drones matam quase 900 civis no Sudão entre janeiro e abril

Entre janeiro e abril de 2023, quase 900 civis foram mortos por ataques com drones no Sudão, intensificando a crise humanitária em meio à guerra civil.

Segunda, 11 de Maio de 2026 às 10:38, por: CdB

Mais de três anos de guerra civil no Sudão deixaram dezenas de milhares de mortos, mais de 11 milhões de deslocados e várias regiões à beira da fome.

Por Redação, com CartaCapital – de Cartum

Quase 900 civis morreram em ataques com drones no Sudão entre janeiro e abril deste ano, informou nesta segunda-feira a ONU, que advertiu que esse tipo de operação arrasta o conflito sudanês para uma fase “ainda mais letal”.

Drones matam quase 900 civis no Sudão entre janeiro e abril | Aviões destruídos após ataque no aeroporto de Cartum, capital do Sudão
Aviões destruídos após ataque no aeroporto de Cartum, capital do Sudão

Mais de três anos de guerra civil no Sudão deixaram dezenas de milhares de mortos, mais de 11 milhões de deslocados e várias regiões à beira da fome.

Os ataques com drones do Exército sudanês e das paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), em confronto desde abril de 2023, se intensificaram nos últimos meses em todo o país.

ONU

“Os ataques com drones foram responsáveis por pelo menos 880 mortes de civis entre janeiro e abril deste ano”, informou o escritório de Direitos Humanos da ONU.

– Os drones armados se tornaram a principal causa de mortes de civis – afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.

Türk advertiu que “se uma ação não for adotada imediatamente, o conflito está a ponto de entrar em uma nova fase, ainda mais letal”.

Os mercados viraram alvos frequentes dos ataques, com pelo menos 28 que deixaram vítimas civis nos primeiros quatro meses do ano. Os centros de saúde foram atingidos em pelo menos 12 ocasiões.

Türk alertou que o aumento da violência afetará a entrega de ajuda humanitária essencial.

– Grande parte do país (…) enfrenta agora um risco maior de fome e insegurança alimentar aguda – disse.

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