Durante o Angelus deste domingo, o religioso expressou preocupação com o aumento das vítimas civis na guerra entre Rússia e Ucrânia e pediu o respeito ao direito humanitário.
Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano
O papa Leão XIV voltou a pedir o fim da violência contra civis em zonas de conflito, principalmente na Ucrânia e no Sudão, e defendeu o recurso à diplomacia e ao diálogo como caminho para a paz.

Durante o Angelus deste domingo, o religioso expressou preocupação com o aumento das vítimas civis na guerra entre Rússia e Ucrânia e pediu o respeito ao direito humanitário.
– Continuam chegando relatos dolorosos sobre pessoas inocentes mortas e feridas na Ucrânia e na Rússia – afirmou Leão XIV, acrescentando que “os incidentes trágicos” estão se multiplicando e provocando “cada vez mais vítimas civis, inclusive crianças”.
Diante do cenário, o Pontífice renovou seu apelo para que o direito humanitário seja respeitado e para que cessem os ataques contra civis dos dois lados.
– A guerra só gera mais guerra e causa imenso sofrimento – disse ele, enfatizando que é necessário interromper a escalada de violência e “abrir espaço para a diplomacia e o diálogo, a fim de preparar o caminho para a paz”.
Na mesma oração, Robert Prevost também chamou atenção para a situação no Sudão, que classificou como “trágica”. Ele manifestou sua “proximidade espiritual com todos os cidadãos da nação” e pediu medidas imediatas para proteger a população.
“Cessar-fogo imediato”
O líder da Igreja Católica apelou às autoridades para que garantam “corredores humanitários para a população civil” e solicitou à comunidade internacional que apoie “um cessar-fogo imediato”.
Ao comentar o Evangelho, o papa também deixou uma mensagem de esperança diante das dificuldades, afirmando que ninguém deve se “desesperar”, nem mesmo “nos momentos de escuridão”.
Por fim, advertiu para o risco de “deixar o sucesso subir à cabeça nem nos tornar presunçosos”.
Segundo ele, a esperança deve ser preservada mesmo quando as pessoas se sentem “impotentes diante dos problemas” ou percebem que, apesar dos esforços, parecem estar retrocedendo em vez de avançar.
– Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona – afirmou o papa, acrescentando que é nele que os fiéis podem encontrar a paz.