O resultado dos três meses até dezembro mostrou queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa de desemprego ficou em 5,6%, e ante o mesmo período do ano passado, de 6,2%, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por Redação, com Reuters – de Brasília
A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do IBGE ao atingir 5,1% no quarto trimestre, batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025. Os números constatam que, apesar dos juros brasileiros estarem entre os mais altos, no mundo, a economia tem impulso suficiente para evitar uma recessão.

O resultado dos três meses até dezembro mostrou queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa de desemprego ficou em 5,6%, e ante o mesmo período do ano passado, de 6,2%, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, em linha com a expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, a taxa atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012.
Assim, a taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.
— A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços — afirmou a coordenadora do IBGE Adriana Beringuy.
Mercado
Segundo o IBGE, em um ano a média de pessoas desocupadas caiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões, depois de ter chegado a mais de 14 milhões em 2021 em meio à pandemia de Covid-19. A população ocupada em 2025 também foi recorde na série histórica, com 102,983 milhões de pessoas, frente a 101,309 milhões em 2024.
— O mercado de trabalho seguirá aquecido, sustentando a renda e o consumo das famílias, mas a taxa de desemprego deverá encerrar 2026 em nível levemente superior ao observado em 2025, refletindo o menor crescimento esperado para este ano — constatou Rafael Perez, economista da Suno Research.
O resultado do quarto trimestre veio com aumento da renda, que chegou a R$3.613, contra R$3.527 entre julho e setembro e R$3.440 no último trimestre de 2024. O período foi marcado ainda por forte queda de 9,0% no número de desempregados em relação ao terceiro trimestre, chegando a 5,503 milhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, o recuo foi de 17,7%.
Carteira
Já o total de ocupados avançou 0,6% na comparação trimestral e 1,1% na anual, com 102,998 milhões de pessoas.
— Após queda de ocupação registrada no terceiro trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados — acrescentou Beringuy.
Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 0,5% nos três meses até dezembro ante o período imediatamente anterior, a 39,409 milhões, enquanto os que não tinham carteira também subiram 0,5%, a 13,565 milhões.