Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2026

Comissão da ONU acusa Israel de mirar crianças em Gaza

Relatório da ONU revela que Israel almeja crianças palestinas em Gaza, evidenciando atos de genocídio e crimes contra a humanidade.

Terça, 23 de Junho de 2026 às 13:43, por: CdB

Segundo o relatório apresentado, os dados reforçam “a intenção genocida das autoridades e forças israelenses para destruir a comunidade palestina em Gaza”.

Por Redação, com ANSA – de Nova York

Investigadores das Nações Unidas acusaram Israel nesta terça-feira de “mirar” crianças palestinas em meio a um “genocídio”  na Faixa de Gaza.

Crianças palestinas jogam bola em Gaza

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU disse ter encontrado evidências de que “menores palestinos foram deliberadamente alvejados e mortos pelas forças de segurança israelenses”.

Segundo o relatório apresentado, os dados reforçam “a intenção genocida das autoridades e forças israelenses para destruir a comunidade palestina em Gaza”.

Em setembro passado, a equipe da Comissão, composta por três membros, já havia concluído que Israel cometeu “genocídio” na guerra contra Gaza.

No relatório detalhado divulgado nesta terça-feira, os analistas afirmaram que a intensidade e a natureza sistemática das operações militares israelenses continuaram, resultando em um número “sem precedentes” de mortes, feridos e traumas entre crianças palestinas.

“As autoridades e forças de segurança israelenses têm como alvo deliberado crianças palestinas, resultando em genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra na Faixa de Gaza e na Cisjordânia”, afirmou a equipe em comunicado.

A investigação da ONU apontou que, durante os dois primeiros anos do conflito, pelo menos 20.179 crianças foram mortas e 44.143 ficaram feridas.

Atingir crianças palestinas “faz parte de uma estratégia para destruir a continuidade biológica e a existência futura do povo palestino em Gaza”, ressalta o relatório.

Violência

Os jovens feridos “enfrentam uma vida de deficiência”, que agora é “uma realidade demográfica marcante” entre as crianças de Gaza.

O cerco ao enclave “comprometeu diretamente a saúde reprodutiva e neonatal” da população, enquanto o colapso dos programas de saúde pública “erodiu as condições necessárias para uma geração futura saudável”, destacou a Comissão.

O relatório identificou divisões, brigadas e unidades israelenses que podem ser responsáveis pelo assassinato de crianças em incidentes específicos em Gaza e na Cisjordânia.

Além de Gaza, a comissão também documentou um aumento acentuado da violência perpetrada por colonos israelenses contra menores palestinos na Cisjordânia.

Por outro lado, Tel Aviv classificou o relatório como “difamatório” e uma “farsa caluniosa”, acusando os investigadores de ignorarem “as táticas brutais do Hamas, que ataca impiedosamente crianças israelenses e usa menores palestinos como escudos humanos”. 

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