Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Célula neonazista é desarticulada pela Polícia Civil, em Porto Alegre

Polícia Civil desarticula célula neonazista em Porto Alegre, detendo líder e apreendendo material de apologia ao nazismo. Entenda os detalhes da operação.

Quinta, 14 de Maio de 2026 às 11:53, por: CdB

Segundo as investigações, os envolvidos usavam meios físicos e digitais para divulgar símbolos de ódio, atingindo centenas de pessoas por aplicativos de mensagens.

Por Redação, com RED – de Brasília

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira mirou integrantes de um grupo suspeito de espalhar ideologias extremistas e recrutar novos adeptos em Porto Alegre e cidades da Região Metropolitana.

Célula neonazista é desarticulada pela Polícia Civil, em Porto Alegre | Para atrair novos adeptos, o grupo fixava adesivos com códigos QR em locais públicos
Para atrair novos adeptos, o grupo fixava adesivos com códigos QR em locais públicos

Segundo as investigações, os envolvidos usavam meios físicos e digitais para divulgar símbolos de ódio, atingindo centenas de pessoas por aplicativos de mensagens.

A chamada Operação Revelare resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços situados em Porto Alegre e Canoas. Durante as diligências, um jovem de 20 anos, apontado como a liderança da célula extremista, foi detido em flagrante. Na residência do investigado, os agentes encontraram um vasto material que reforça as suspeitas de apologia ao nazismo, incluindo literatura temática, fardamentos militares, máscaras e armamentos improvisados, como um bastão envolto em arame farpado.

De acordo com as autoridades, o principal alvo da operação utilizava suas habilidades como designer para criar artes e cartazes com iconografia neonazista. O material não era apenas exibido, mas também comercializado em redes sociais. Para atrair novos adeptos, o grupo fixava adesivos com códigos QR em locais públicos da capital gaúcha, direcionando os interessados a um canal fechado no Telegram que contava com cerca de 200 integrantes.

Esses adesivos eram estrategicamente colados sobre cartazes de movimentos de defesa de minorias e eventos culturais, como forma de hostilização direta a esses grupos.

Investigações

A Delegacia de Combate à Intolerância detalhou que o conteúdo propagado pelos suspeitos incluía discursos de ódio contra negros, judeus e imigrantes, além de pregar ideais separatistas. Além do líder, outras duas pessoas foram identificadas como parte da estrutura organizacional.

O foco da polícia agora se volta para a análise dos aparelhos celulares apreendidos. O objetivo é mapear a rede de contatos dos investigados e identificar outros entusiastas que participavam de encontros presenciais ou mantinham a circulação das mensagens criminosas no ambiente virtual. No ordenamento jurídico brasileiro, a apologia ao nazismo é um crime grave e inafiançável.

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