Entre os 13 concorrentes, apenas Lula reúne outras legendas em torno da campanha, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar.
Por Redação – de Brasília
A coligação de partidos em torno da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior tempo de televisão entre os demais 12 candidatos à Presidência da República. As legendas reunidas do PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, segundo os cálculos preliminares da Justiça Eleitoral, garantem cerca de 5’30” no horário gratuito no Rádio e na TV.

O PL, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ou filho ’01’ como também é conhecido, embora não tenha conseguido algum partido aliado, tende a ficar com aproximadamente 4’20”. Ronaldo Caiado (PSD), em terceiro lugar, poderá contar com 2’36”, e Augusto Cury com algo próximo dos 35’. Os demais candidatos terão espaços ainda menores na propaganda eleitoral gratuita, conforme determina a Legislação.
Entre os 13 concorrentes, apenas Lula reúne outras legendas em torno da campanha, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar. As demais são formadas por partidos que concorrerão com seus próprios candidatos. São eles, pela ordem nas pesquisas de opinião: Flávio Bolsonaro; Ronaldo Caiado; Romeu Zema (Novo); Renan Santos (Missão); Leonardo Avalanche (PRTB); Edmilson Dias (PCB); Hertz Dias (PSTU); Samara Martins (UP); Augusto Cury (Avante); Wilson Grassi (PV), Rui Pimenta (PCO) e Clariana Barão (DC).
Aliança
O número de candidatos é o mesmo da última eleição, mas a configuração político-partidária agora é outra. Em 2018, diferentes candidaturas buscaram alianças para ampliar suas bases políticas, recursos e presença na propaganda eleitoral. Naquele ano, Lula tentou inicialmente disputar a Presidência enquanto estava preso por ordem do juiz Sérgio Moro, mas teve a candidatura indeferida. O PT, à época, havia construído uma aliança com PCdoB e o PROS.
Para outubro, no entanto, a maior parte das agremiações partidárias optou por evitar as coligações, o que diferencia o conjunto de forças ligadas ao candidato à reeleição e o tempo de propaganda representa um recurso importante para as campanhas apresentarem propostas e responder aos ataques adversários.
No campo da direita, a maioria das legendas optou por não lançar candidatos próprios e manter uma posição de independência nos Estados, onde muitos integrantes do chamado ‘Centrão’ se dividem entre o apoio a Lula e ao filho ’01’. Para os demais, a presença de um representante no páreo da corrida eleitoral visa uma tentativa de ampliar o número de parlamentares, na Câmara e no Senado.
Recursos
A oportunidade de acessar os recursos do Fundo Partidário também mobiliza as direções partidárias, como parte da estratégia financeira. Partidos com candidaturas próprias, entre eles PL, PT e PSD, têm acesso a volumes expressivos de recursos eleitorais e poderão utilizar a campanha nacional para impulsionar seus candidatos ao Legislativo; além de fortalecer as bases nos Estados.
O número de cadeiras conquistadas nas duas Casas legislativas influencia não apenas a força política de cada partido no próximo Congresso, mas no acesso aos recursos e espaço político num futuro governo. Uma campanha presidencial funciona, assim, como uma alavanca para os cargos proporcionais.