Nessa modalidade, as competidoras percorrem longas distâncias em terrenos planos e até em subidas, diferentemente do esqui alpino, caracterizado por descidas em montanhas.
Por Redação, com ANSA – de Milão
A brasileira Bruna Moura terminou em 99º lugar, de um total de 111 atletas, na prova de 10 quilômetros do esqui cross-country nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026.

Nessa modalidade, as competidoras percorrem longas distâncias em terrenos planos e até em subidas, diferentemente do esqui alpino, caracterizado por descidas em montanhas.
Moura terminou o percurso no Estádio de Tesero em 30m56s9, 8m07s7 a mais que a medalhista de ouro Frida Karlsson, da Suécia. A também sueca Ebba Andersson ficou com a prata, e a americana Jessie Diggins, com o bronze.
Outra brasileira, Duda Ribera, também participou da prova, mas acabou abandonando na metade do trajeto.
As duas também já haviam participado do sprint clássico, terminando em 72º (Ribera) e 74º lugar (Moura). Ribera, 21, está em sua segunda edição de Jogos Olímpicos, enquanto Moura, 31, é estreante, após um grave acidente de carro tê-la tirado de Pequim 2022.
Apenas 10 meses depois de ter fraturado a perna durante uma prova, a esquiadora italiana Federica Brignone, de 35 anos, conquistou nesta quinta-feira a medalha de ouro no super-g nas Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo.
Parte do programa do esqui alpino, essa é uma das modalidades mais desafiadoras dos Jogos, por unir velocidades de mais de 100 quilômetros por hora com curvas fechadas e traçado estreito, exigindo tanto força quanto técnica apurada.
Brignone completou a pista no Centro de Esqui Alpino Tofane, em Cortina, em 1m23s41, superando a francesa Romane Miradoli, medalhista de prata, por quatro décimos. A austríaca Cornelia Hutter ficou com o bronze, em uma prova marcada por quedas e erros de diversas candidatas ao pódio, como a anfitriã Sofia Goggia, as alemãs Emma Aicher e Kira Weidle-Winkelmann e a austríaca Mirjam Puchner.
Italiana
Essa é a quarta medalha olímpica de Brignone, que já tinha uma prata (Pequim 2022) e um bronze (Pyeongchang 2018) no slalom gigante e um bronze no combinado (Pequim 2022). “Isso é incrível, estou emocionada e ainda tenho adrenalina nas veias. Eu queria esquiar com fluidez e suavidade, não tentei fazer a linha perfeita, mas sim percorrer as curvas o mais rápido possível”, disse a italiana.
Conhecida pela versatilidade, ela é uma das maiores esquiadoras alpinas da história da Itália e compete nas quatro disciplinas, desde a mais veloz (downhill) até a mais técnica (slalom), passando pelo super-g e pelo slalom gigante.
Brignone tem cinco medalhas em mundiais, sendo duas de ouro e três de prata, além de 85 pódios na Copa do Mundo de Esqui Alpino (37 ouros, 27 pratas e 21 bronzes), competição onde é a primeira e única mulher italiana a terminar em primeiro na classificação geral (2019/20 e 2024/25).
No início de abril do ano passado, no entanto, ela sofreu múltiplas fraturas na perna esquerda durante uma prova na Itália e viu sua participação em Milão-Cortina ser ameaçada. Brignone voltou a competir apenas em novembro, 237 dias depois de passar por uma complexa cirurgia, e usou os últimos dois meses para tentar encontrar a melhor forma.
Essa é a quinta medalha de ouro da Itália nas Olimpíadas de 2026 e o 14º pódio — o país também soma duas pratas e sete bronzes. Apenas a Noruega, com sete, tem mais ouros, porém nenhum outro país ostenta mais medalhas que a equipe azzurra em Milão-Cortina até o momento.
A meta do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) é subir no pódio ao menos 19 vezes, enquanto o recorde do país data de 1994, em Lillehammer, com 20 (sete ouros, cinco pratas e oito bronzes).