Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Brasil mira medalha inédita em Milão-Cortina

Com 20 atletas, Brasil mira primeira medalha nas Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina, destacando Lucas Braathen e Nicole Silveira.

Terça, 03 de Fevereiro de 2026 às 11:23, por: CdB

As expectativas giram em torno sobretudo do esquiador Lucas Pinheiro Braathen, destaque da Copa do Mundo de Esqui Alpino, e da piloto de skeleton Nicole Silveira.

Por Redação, com ANSA – de Milão

Com uma inédita delegação de 20 atletas, o Brasil chega às Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, com chances reais de conquistar sua primeira medalha no megaevento esportivo, o que seria um feito notável para um país tropical onde a neve é praticamente inexistente.

Brasil mira medalha inédita em Milão-Cortina | Competição em Milão e Cortina d ‘Ampezzo pode impulsionar esportes de inverno no país
Competição em Milão e Cortina d ‘Ampezzo pode impulsionar esportes de inverno no país

As expectativas giram em torno sobretudo do esquiador Lucas Pinheiro Braathen, destaque da Copa do Mundo de Esqui Alpino, e da piloto de skeleton Nicole Silveira.

Aos 31 anos, a sledder brasileira pretende superar o 13º lugar obtido em Pequim-2022, e o sonho de um pódio vem sendo alimentado após uma temporada positiva na Copa do Mundo de Skeleton, na qual conquistou uma medalha de bronze e terminou no top 10 do ranking geral.

Já Braathen, norueguês naturalizado brasileiro de 25 anos, faturou cinco pódios na atual temporada da Copa do Mundo de Esqui Alpino, incluindo o primeiro ouro do país sul-americano na competição, onde ele já soma 10 medalhas com a bandeira verde e amarela desde 2024.

– Enxergamos Milão-Cortina 2026 com bastante confiança e responsabilidade. Graças ao talento dos atletas e ao trabalho consistente que vem sendo desenvolvido, o Brasil passou a figurar entre os melhores do mundo em algumas modalidades de inverno. Isso gera confiança em uma boa representação – afirmou Emilio Strapasson, pioneiro do skeleton no país e presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), em entrevista à agência italiana de notícias ANSA.

– A expectativa é manter uma evolução contínua, com foco em disputar mais finais e alcançar resultados cada vez mais expressivos – acrescentou.

Jogos

Também chefe da Missão Brasileira nos Jogos Olímpicos de 2026, o dirigente disse que o país “já se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul” nos esportes de inverno, com as competições na Itália se apresentando como uma “grande vitrine” para essas modalidades.

– Esse crescimento fortalece os esportes de neve e gelo, amplia a visibilidade e inspira novas gerações. Nosso objetivo é transformar a curiosidade do público em interesse contínuo. Para isso, estamos investindo em estratégias de comunicação, no fortalecimento internacional e em iniciativas inéditas fora do campo de jogo, como a primeira Casa Brasil de Inverno [em Milão] – complementou Strapasson.

Por sua vez, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Anders Pettersson, disse que o país “nunca esteve tão perto” de conquistar um pódio inédito nas Olimpíadas de Inverno.

– As expectativas são muito positivas, e estamos bastante animados em voltar a competir na Europa, especialmente na Itália, um país acolhedor, com tradição e sucesso nos esportes de inverno – declarou o cartola à ANSA.

Strapasson também lembrou a experiência do “Belpaese” com as edições de 1956, em Cortina d’Ampezzo, e 2006, em Turim, esta última marcada pelo melhor resultado do Brasil no evento, com Isabel Clark em nono lugar no snowboard cross.

Ao todo, o Brasil será representado por 15 atletas nos Jogos de 2026, superando a delegação recorde de 14 esportistas enviada a Sóchi, na Rússia, em 2014.

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