Guilherme Moura da Silva, conhecido como Vasco, foi localizado por policiais em Inhaúma, na Zona Norte.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um homem apontado como operador financeiro e braço direito de um dos líderes do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso foi preso enquanto treinava em uma academia em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, na quinta-feira.

Guilherme Moura da Silva, conhecido como Vasco, estava nas proximidades do Complexo do Alemão. O momento da prisão foi registrado em vídeo.
A prisão é de agentes da 44ª DP (Inhaúma), após o cruzamento de informações com a inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso. Contra Guilherme havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Estado.
Segundo as investigações, Vasco é homem de confiança de Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman e apontado como líder do Comando Vermelho em Mato Grosso. Guilherme seria responsável pela movimentação financeira da organização criminosa.
De acordo com os agentes, ele estava escondido no Complexo do Alemão enquanto continuava a exercer, no Rio, funções ligadas ao grupo que atua em Mato Grosso.
Agiota
A Polícia Civil prendeu, na quarta-feira, um homem suspeito de agiotagem, extorsão e ameaça contra devedores, no Catumbi, região central do Rio. As investigações, conduzidas pela 24ª DP (Piedade), revelaram um esquema de cobrança de juros abusivos. Em um dos casos, uma dívida de R$ 30 mil saltou para mais de R$ 1 milhão no intervalo de apenas um ano, cerca de 3.233% de aumento. O nome do preso não foi divulgado.
Para garantir que receberia o dinheiro, conforme os agentes, o agiota agredia e pegava diretamente bens das vítimas. Em depoimento, o homem admitiu emprestar dinheiro, justificando a prática como “aplicações financeiras” informais. No entanto, negou ter feito ameaças ou recorrido à força para reaver os valores.
O histórico do investigado já acumula anotações por tráfico de drogas, extorsão, ameaça e lesão corporal. De acordo com a polícia, ele também responde a uma acusação de estupro contra o próprio filho.
As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e mapear a extensão total do esquema.