Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026

Boulos acredita que Congresso votará o fim da escala de 6x1

Guilherme Boulos acredita que o Congresso votará ainda neste semestre a proposta para acabar com a jornada de trabalho 6x1, respondendo a uma demanda histórica dos trabalhadores.

Quarta, 21 de Janeiro de 2026 às 19:47, por: CdB

Boulos afirmou a jornalistas, nesta quarta-feira, que as conversas com líderes do Legislativo evoluíram nas últimas semanas.

Por Redação – de Brasília

O fim da escala de trabalho 6×1 é um debate que deverá avançar no Congresso ainda neste semestre, na avaliação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). O executivo apontou crescimento do apoio político à proposta e destacou a mobilização do governo para responder a uma demanda histórica dos trabalhadores brasileiros.

Boulos acredita que Congresso votará o fim da escala de 6x1 | Boulos coordena um dos principais esforços de campanha, que é o fim da jornada de 6×1
Boulos coordena um dos principais esforços de campanha, que é o fim da jornada de 6×1

Boulos afirmou a jornalistas, nesta quarta-feira, que as conversas com líderes do Legislativo evoluíram nas últimas semanas. O tema, segundo Boulos, foi tratado diretamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), em reunião realizada ao lado do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

— Estão avançando muito bem os diálogos com setores do Congresso. Eu estive com o presidente Hugo Motta, na semana passada, junto com o ministro Marinho, fizemos uma conversa com ele tanto sobre o fim do 6×1. (…) Há um avanço na discussão para que a gente vote, ainda nesse semestre, pelo fim da escala 6×1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores — declarou o ministro.

 

Jornada

Boulos também fez críticas a setores que se posicionam contra a redução da jornada de trabalho.

— É muita gente que fica defendendo escala 6×1 para os outros, mas está lá no jantar com caviar e champanhe. Muita gente que fica falando que tem que trabalhar, mas nunca trabalhou na vida, que é herdeiro — pontuou.

Uma das diretrizes centrais do governo na defesa da proposta é assegurar que a mudança na escala não resulte em redução salarial. Além disso, o Executivo pretende garantir ao menos dois dias de descanso semanal e uma carga máxima de 40 horas por semana.

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