Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Ataque dos EUA a Caracas deixa mais de 80 mortos, civis e militares

Um ataque aéreo dos EUA em Caracas resultou em 43 mortos, incluindo civis e militares. A operação culminou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Domingo, 04 de Janeiro de 2026 às 13:24, por: CdB

Um dos ataques aéreos conduzidos por Washington causou a morte de uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González.

Por Redação, com NYT – de Caracas

O ataque dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrido na madrugada de sábado deixou mais de 80 mortos, de acordo com oficial venezuelano, entre elas civis, mulheres, crianças e militares. A ofensiva no país sul-americano resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, que já se encontra aprisionado em solo norte-americano.

Ataque dos EUA a Caracas deixa mais de 80 mortos, civis e militares | Um prédio de apartamentos, em Caracas, ficou destruído durante o ataque norte-americano
Um prédio de apartamentos, em Caracas, ficou destruído durante o ataque norte-americano

Um dos ataques aéreos conduzidos por Washington causou a morte de uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas, segundo apurou o diário norte-americano The New York Times (NYT).

Sobrinho da idosa, Wilman González relatou ao jornal ter buscado abrigo quando ouviu o ataque por volta das duas horas da madrugada. O apartamento na capital venezuelana ficou completamente destruído. Questionado, Wilman disse não saber o que fará a partir de agora.

 

Hospital

Um vizinho da família González afirmou ter perdido tudo com a investida militar norte-americana. Ainda conforme moradores do edifício, uma segunda mulher precisou ser levada ao hospital após o ataque.

A ação dos EUA foi uma surpresa para o falho sistema de defesa venezuelano, que sequer chegou a ser acionado durante o assalto. Entre os mortos também estão os militares que faziam a segurança pessoal do presidente Maduro. De acordo com fontes da agência inglesa de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.

As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata da residência de Maduro e praticaram como entrariam no sítio altamente fortificado. A CIA, a agência de inteligência norte-americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da rede norte-americana de TV CNN e da Reuters.

 

Aval

Às 22h46 de sexta-feira, no horário de Washington, Trump deu o aval final para o que seria conhecido como ‘Operação Resolução Absoluta’, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.

Trump, então, passou a assistiu a uma transmissão ao vivo dos fatos, cercado por seus assessores na mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Os detalhes do desenrolar da operação, que durou horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes familiarizadas com o assunto e em detalhes revelados pelo próprio Trump.

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