Um dos ataques aéreos conduzidos por Washington causou a morte de uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González.
Por Redação, com NYT – de Caracas
O ataque dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrido na madrugada de sábado deixou mais de 80 mortos, de acordo com oficial venezuelano, entre elas civis, mulheres, crianças e militares. A ofensiva no país sul-americano resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, que já se encontra aprisionado em solo norte-americano.

Um dos ataques aéreos conduzidos por Washington causou a morte de uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas, segundo apurou o diário norte-americano The New York Times (NYT).
Sobrinho da idosa, Wilman González relatou ao jornal ter buscado abrigo quando ouviu o ataque por volta das duas horas da madrugada. O apartamento na capital venezuelana ficou completamente destruído. Questionado, Wilman disse não saber o que fará a partir de agora.
Hospital
Um vizinho da família González afirmou ter perdido tudo com a investida militar norte-americana. Ainda conforme moradores do edifício, uma segunda mulher precisou ser levada ao hospital após o ataque.
A ação dos EUA foi uma surpresa para o falho sistema de defesa venezuelano, que sequer chegou a ser acionado durante o assalto. Entre os mortos também estão os militares que faziam a segurança pessoal do presidente Maduro. De acordo com fontes da agência inglesa de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.
As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata da residência de Maduro e praticaram como entrariam no sítio altamente fortificado. A CIA, a agência de inteligência norte-americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da rede norte-americana de TV CNN e da Reuters.
Aval
Às 22h46 de sexta-feira, no horário de Washington, Trump deu o aval final para o que seria conhecido como ‘Operação Resolução Absoluta’, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.
Trump, então, passou a assistiu a uma transmissão ao vivo dos fatos, cercado por seus assessores na mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Os detalhes do desenrolar da operação, que durou horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes familiarizadas com o assunto e em detalhes revelados pelo próprio Trump.