Rio de Janeiro, 21 de Julho de 2026

Alckmin, mesmo fora do ministério, lidera reação ao ‘tarifaço’ de Trump

Ex-ministro do MDIC, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, lideram as discussões com empresários.

Terça, 21 de Julho de 2026 às 20:44, por: CdB

Ex-ministro do MDIC, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, lideram as discussões com empresários.

Por Redação – de Brasília

O governo iniciou, nesta terça-feira, uma série de reuniões com representantes dos setores que devem sentir os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordenará os encontros, que terão como foco identificar as principais demandas de cada segmento da economia.

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin é o principal interlocutor do Brasil junto aos EUA, sobre as tarifas

A expectativa é definir medidas para reduzir os impactos da nova barreira comercial levantada por Washington. Ex-ministro do MDIC, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, lideram as discussões com empresários e representantes da indústria.

A principal medida em análise é a ampliação do ‘Plano Brasil Soberano’, criado no ano passado para apoiar empresas atingidas pelas primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo Dario Durigan, o governo já possui mecanismos prontos para proteger companhias e preservar empregos caso os efeitos da nova tarifa se intensifiquem.

— Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Os setores afetados serão chamados ao diálogo e ampliaremos o Plano Brasil Soberano — afirmou o ministro.

 

Nova tarifa

Apesar da preocupação com alguns segmentos, a equipe econômica avalia que a medida não deve comprometer o crescimento da economia brasileira como um todo. De acordo com estimativas do governo, a nova tarifa — que entra em vigor na próxima quarta-feira — atingirá diretamente cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

O governo norte-americano confirmou, na semana passada, a cobrança adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após concluir uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

A decisão norte-americana baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que os EUA utilizam para investigar práticas que consideram prejudiciais ao comércio do país.

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