Um carro-bomba detonado do lado de fora da cidade de Falluja na segunda-feira matou sete fuzileiros norte-americanos e três membros da Guarda Nacional Iraquiana, no ataque mais mortal contra as forças dos EUA dos últimos cinco meses.
A explosão eleva para 988 o número de norte-americanos mortos no Iraque, segundo o Pentágono. Entre essas baixas, estão três civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa norte-americano.
Em um comunicado divulgado pela Internet, um grupo que diz ter sequestrado dois jornalistas franceses exigiu o pagamento de 5 milhões de dólares dentro de 48 horas.
Em um outro golpe contra o governo iraquiano patrocinado pelos EUA, autoridades do país confessaram ter se enganado ao divulgar a captura do assessor mais procurado do ex-ditador Saddam Hussein.
Um dia depois de várias autoridades importantes terem anunciado a captura de Izzat Ibrahim Al Douri, o sexto homem da lista dos 55 iraquianos mais procurados, o governo viu-se obrigado a se retratar. A captura de Douri promete render uma recompensa de 10 milhões de dólares.
- A pessoa detida, depois de termos feitos os exames médicos apropriados, não é Douri, mas um parente dele, que também é procurado pelo governo - afirmou o Ministério do Interior.
A confusão levantou dúvidas sobre a eficiência e a coesão do governo interino do Iraque, que prepara a realização de eleições nacionais em janeiro e tenta acabar com a insurgência no país.
O governo não explicou ainda como tantas autoridades do alto escalão puderam se enganar sobre a captura de Douri.
EXIGÊNCIA DE RESGATE
Ainda não tinha sido possível verificar a autenticidade do comunicado no qual se exige o pagamento do resgate em troca dos jornalistas franceses. A França havia dito horas antes ter esperanças de que os homens estivessem vivos e de que seriam libertados em breve.
Os jornalistas Christian Chesnot e Georges Malbrunot foram capturados no dia 20 de agosto por um grupo militante que disse se chamar Exército Islâmico no Iraque. Inicialmente, o grupo exigiu do governo francês a revogação de uma lei que proíbe alunas muçulmanas de usarem o véu islâmico em escolas públicas.
No comunicado de segunda-feira, o grupo também exige o acerto de uma trégua com o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, e uma promessa de que não sejam selados contratos militares ou comerciais com o Iraque. A exigência parecia se dirigir à França.
O grupo afirmou que aceitaria libertar os franceses se apenas uma de suas exigências fosse cumprida.