Rio de Janeiro, 08 de Março de 2025

Brasil cai no ranking de competitividade

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Quarta, 13 de Outubro de 2004 às 08:27, por: CdB

Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil caiu no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial - organização não-governamental que presta consultoria à ONU e organiza o encontro anual em Davos, na Suíça.

O país ficou em 57º lugar entre os 104 países analisados. No ano passado, estava três posições acima. Em 2002, ocupava o 45º lugar e, em 2001, 44º. Logo acima dos brasileiros estão Marrocos, Índia, Uruguai, El Salvador e Namíbia. Logo atrás, estão Panamá, Bulgária e Polônia.
A Finlândia lidera o ranking pela terceira vez, seguida por Estados Unidos, Suécia, Taiwan, Dinamarca e Noruega. O ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial tem como objetivo apontar aspectos negativos e positivos das economias.

O índice composto é baseado em três "pilares": qualidade do ambiente macroeconômico, situação das instituições públicas e disponibilidade tecnológica.

Impostos

Os analistas do Fórum Econômico Mundial entrevistaram mais de 8,7 mil empresários em 104 países para fazer o ranking. Em uma das perguntas, os entrevistados tiveram que selecionar os cinco fatores mais problemáticos - em uma lista de 14 - para fazer negócios em seus países.

No Brasil, foram apontados impostos, regulamentação tarifária, burocracia, acesso a financiamento e instabilidade política. A carga de impostos no Brasil, indicada pelos empresários como o maior entrave para a competitividade econômica no País, é de 38,11% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Em países desenvolvidos, como Japão e Estados Unidos, essa proporção é de 27,3% e 28,9%, respectivamente, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, as grandes desvantagens competitivas do país no ambiente macroeconômico, são o spread bancário (taxa cobrada em empréstimos) e a inflação.
Em relação às instituições públicas, o crime organizado seria o maior problema.

Chile

As economias latino-americanas foram as que tiveram o pior desempenho no ranking de competitividade deste ano. "Um problema significativo na América Latina é a natureza incompleta das reformas", diz o texto.

"A América Latina está ficando para trás, não apenas em relação às economias do leste asiático mas, mais significativamente, em comparação às economias de transição da Europa central e do leste."

Peru e Bolívia caíram, respectivamente, dez e 13 posições. "Onde alguma melhora é visível - como na Argentina que subiu do 78º para o 74º lugar - os níveis refletem, principalmente, o salto em relação aos níveis muito baixos do ano anterior, ldecorrentes do colapso da moeda e do sistema financeiro do país."

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