Topolansky também destacou que a família decidiu cobrir o caixão apenas com bandeiras nacionais, como forma de simbolizar a trajetória pública do ex-presidente.
Por Redação, com ANSA – de Montevidéu
Um ano após a morte de José “Pepe” Mujica, o Uruguai realiza uma série de homenagens em memória do ex-presidente e ex-guerrilheiro, reconhecido internacionalmente por seu estilo de vida austero e sua atuação em defesa da justiça social.

Em meio às cerimônias, sua viúva, a ex-senadora Lucía Topolansky, relembrou com emoção o funeral realizado em maio de 2025.
Em entrevista à televisão, ela afirmou ter se impressionado com a “fila interminável” de pessoas que compareceram à despedida.
– Havia pessoas de todas as idades, classes sociais e visões políticas. Foi motivo de enorme orgulho – disse.
Topolansky também destacou que a família decidiu cobrir o caixão apenas com bandeiras nacionais, como forma de simbolizar a trajetória pública do ex-presidente. “Pepe pertencia ao povo”, afirmou, reforçando a imagem de proximidade popular que marcou a carreira política de Mujica.
Segundo o serviço fúnebre, 57 livros de assinaturas foram preenchidos durante a despedida pública.
Para marcar um ano da morte de Mujica, o Uruguai programou uma série de homenagens, incluindo eventos culturais, concertos, encontros e exposições em diversas regiões do país.
Programação
Em Montevidéu, a capital uruguaia, parte da programação concentra debates e atividades artísticas dedicadas ao legado político e humano de Mujica, que faleceu em decorrência de um câncer, em 13 de maio de 2025, aos 89 anos.
O presidente Yamandú Orsi também participou das cerimônias, definindo Mujica como “uma inspiração humana e política”, em referência à sua influência duradoura na vida pública uruguaia.
O Movimento de Participação Popular, setor histórico da esquerda uruguaia fundado por Mujica, anunciou ainda homenagens internacionais, incluindo atividades previstas na Itália.