Rio de Janeiro, 17 de Abril de 2026

Morte de bebê em UPA na Ilha do Governador é investigada

A morte de uma bebê de 1 ano e 6 meses na UPA do Cocotá gera investigação da Polícia Civil e repercussão nas redes sociais sobre o atendimento na unidade.

Sexta, 17 de Abril de 2026 às 13:35, por: CdB

Vítima de 1 ano e 6 meses morreu ao dar entrada na unidade. A morte gerou repercussão nas redes sociais, onde internautas relataram experiências negativas na unidade.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil investiga a morte de uma bebê, de 1 ano e 6 meses, ao dar entrada na UPA Pediátrica do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, na quinta-feira.

Morte de bebê em UPA na Ilha do Governador é investigada | Aylla dos Santos Lahyre de Oliveiral
Aylla dos Santos Lahyre de Oliveiral

Agentes do 17º BPM (Ilha do Governador) informaram que foram acionados para verificar o caso, na Praia da Bandeira. No local, o pai relatou que havia levado a filha, Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, que estava passando mal, para atendimento médico na UPA e que, após o atendimento, ela morreu.

– Eu levei ela 13h, não estava se alimentando bem. Minha filha está com os dentes nascendo, desde ontem sem dormir, agoniada, botando o dedo na boca. Não estava com febre, estava super bem, chegou lá brincando. Deram uma fita verde para ela. Às 15h30, eu reclamei, falaram que o atendimento era por ordem de chegada e gravidade. Chegamos no consultório, deram uma injeção nela de corticoide, botaram no soro e aferiram o batimento cardíaco. Até ai, estava tudo bem. Do nada, levaram ela para outra sala, comigo junto, falando que precisaria de outra medicação – narrou Andrey Lahyre, pai da vítima.

Segundo o familiar, foi solicitado por uma das enfermeira do local que ele aguardasse do lado de fora, deixando a menina com a mãe apenas. Enquanto esperava, Andrey recebeu a informação de que a menina estava em estado grave e indo para a sala vermelha. Aylla não resistiu.

– Não deixaram a gente acompanhar a medicação, não nos deixou acompanhar nada. Deram um montão de remédio, minha filha está toda furada lá, inchada. Mataram a minha filha!.

A 37ª DP (Ilha do Governador) instaurou um procedimento para investigar a morte.

Em nota, a direção da UPA informou que a criança recebeu atendimento de acordo com os protocolos de assistência à saúde. A Fundação Saúde, responsável pela gestão da unidade, comunicou que abrirá sindicância para apurar o caso.

Reclamações

A morte gerou repercussão nas redes sociais, onde internautas relataram experiências negativas na unidade.

– Uma médica de lá passou pra minha filha com 3 meses um remédio que só podia tomar com mais de 1 ano! Sorte que o atendimento se arrastou por tanto tempo que quem finalizou foi outra médica, ela viu a receita e ficou horrorizada, corrigiu o erro! – escreveu uma internauta.

– Já trabalhei 4 anos na UPA do Cocotá e já vi muitos descasos sendo abafados lá dentro. Uma falta de respeito muito grande na parte da emergência, onde ficam a sala amarela, a sala vermelha e o isolamento. Eu via técnicos transitando com uma naturalidade, achando que estavam em casa, cantando alto, rindo alto, conversando alto. Uma falta de respeito – disse outra.

Um terceiro comentário diz: “Meu filho de 3 anos, com febre 41 graus, deram pulseira verde e fiquei revoltado com isso, é uma vergonha. Tive que chamar a polícia para levarem a sério. Eu já fiz ocorrência, já chamei polícia, fui na ouvidoria e não resolve, é péssimo atendimento, e um descaso total!”. 

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