Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2026

Trump prepara saída de chefe da Patrulha de Fronteira, diz mídia

Gregory Bovino, chefe da Patrulha de Fronteira, pode ser removido após protestos em Minneapolis. Entenda as implicações dessa decisão.

Terça, 27 de Janeiro de 2026 às 11:40, por: CdB

Gregory Bovino se tornou um dos principais nomes da repressão aos imigrantes no país.

Por Redação, com CartaCapital – de Washington

Veículos de imprensa dos Estados Unidos informaram que o governo de Donald Trump vai remover o agente Gregory Bovino, chefe da Patrulha de Fronteira responsável pelas ações contra imigrantes na cidade de Minneapolis, onde dois cidadãos dos EUA morreram neste mês de janeiro em ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

Trump prepara saída de chefe da Patrulha de Fronteira, diz mídia | Gregory Bovino, comandante da polícia de fronteira dos EUA
Gregory Bovino, comandante da polícia de fronteira dos EUA

O jornal New York Times informou que conversou com duas autoridades do governo que, sob condição de anonimato, afirmaram que o presidente planeja transferir Bovino para outro setor. A decisão teria sido tomada após a morte, no sábado 24, do enfermeiro Alex Pretti. Ele participava de protestos em Minneapolis.

A mobilização contra as deportações de imigrantes na cidade cresceu nos últimos meses, e ganhou força depois que Renee Good, uma mulher de 37 anos, foi morta com um tiro na cabeça. O disparo foi feito por agente do ICE. Good, assim como Pretti, não era imigrante.

Anti-imigração

Segundo o New York Times, Trump tomou a decisão de transferir Bovino depois de enviar o ex-chefe do ICE Tom Homan a Minneapolis. Homan, apelidado de ‘czar da fronteira’, é o principal rosto das ações anti-imigração do governo dos EUA.

Alguns veículos, como a revista The Atlantic, afirmam que a transferência de Bovino já está confirmada, e ele vai se aposentar em breve. Outros agentes que trabalhavam diretamente com ele também devem deixar a cidade, segundo a imprensa dos EUA.

Bovino ganhou notoriedade após liderar operações anti imigrantes em Los Angeles, em junho do ano passado. Depois, ele foi enviado para outras cidades onde houve protestos e resistência, como Charlotte e Nova Orleans.

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