Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Transporte de passageiros ganha nova opção no Brasil


Quarta, 23 de Setembro de 2026 às 15:32, por: Sérgio Dias

Classe V leva a Mercedes-Benz a um novo segmento no país com sete lugares, duas configurações e proposta voltada a diferentes formas de utilização

Por Sérgio Dias – de São Paulo

O mercado brasileiro passa a contar com uma nova opção para transportar até sete pessoas em um veículo que combina dimensões de van com equipamentos encontrados nos automóveis de passeio. A Mercedes-Benz iniciou a comercialização do Classe V no país em duas versões e passou a atuar em um segmento no qual espaço interno, configuração dos bancos e transporte de passageiros assumem papel diferente daquele encontrado nos SUVs.

Transporte de passageiros ganha nova opção no Brasil

A chegada ocorre enquanto o mercado oferece poucas alternativas com essa arquitetura. Em vez de recorrer exclusivamente aos SUVs de três fileiras, consumidores que precisam transportar mais pessoas passam a encontrar propostas baseadas em carrocerias com maior aproveitamento interno. No caso do Classe V, são 5,37 metros de comprimento, sete lugares e porta-malas com capacidade de 1.410 litros.

A Mercedes-Benz oferece a V 300 Avantgarde por R$ 729.900 e a V 300 Elegance por R$ 834.900. As duas utilizam o motor M254 2.0 turbo a gasolina de 231 cv e 370 Nm, transmissão automática 9G-TRONIC e tração traseira. A diferença entre elas está principalmente na configuração da segunda fileira e nos equipamentos destinados aos passageiros.

 

Espaço define proposta

Na Avantgarde, a segunda fileira utiliza dois bancos Comfort individuais, que podem ser posicionados frente a frente. A Elegance acrescenta bancos individuais com climatização, apoio para os pés e carregamento de smartphone por indução. As portas laterais deslizantes têm acionamento elétrico e facilitam o acesso às fileiras traseiras.

MBUX e cockpit widescreen concentram informações, entretenimento e funções do veículo

Essa configuração também muda a maneira como o veículo precisa ser avaliado. Motor, câmbio, direção e comportamento dinâmico continuam fazendo parte da análise, mas espaço, circulação dentro da cabine, acesso e condições oferecidas aos passageiros ganham peso maior do que normalmente apresentam em um sedã ou SUV.

Foi com essa perspectiva que iniciei meu primeiro contato com o Classe V em São Paulo. Saí do Palacete Veridiana, segui até o Mercado Livre Arena Pacaembu e depois retornei ao ponto inicial. Foram quase 60 minutos em uma tarde de quarta-feira marcada por chuva e trânsito.

 

Primeiro contato urbano

A baixa velocidade e a distância percorrida não permitem estabelecer conclusões sobre desempenho, consumo ou comportamento rodoviário. O que pude observar foi a atuação do motor de 231 cv associado ao câmbio automático de nove marchas durante um percurso no qual acelerações e frenagens ocorreram continuamente.

Com 5,37 metros de comprimento, o Classe V exige atenção em vagas, manobras e espaços urbanos

As dimensões também passaram a fazer parte da experiência. Com 5,37 metros de comprimento, o Classe V exige atenção em vagas, manobras e espaços urbanos. Câmera de 360 graus, pacote de estacionamento e monitoramento de ponto cego ajudam o motorista a administrar essas situações.

O veículo conta ainda com DISTRONIC, assistente ativo de frenagem, sistema de manutenção de faixa, ATTENTION ASSIST, PRE-SAFE e câmera de monitoramento do motorista. São recursos que participam da condução e acrescentam assistência eletrônica a um veículo desenvolvido para transportar até sete ocupantes.

 

Cabine muda prioridades

A experiência interna ajuda a explicar a proposta. O acabamento utiliza couro Lugano, revestimentos no painel e elementos em madeira. Climatização THERMOTRONIC, sistema traseiro TEMPMATIC, iluminação ambiente com 64 opções e sistema de som Burmester 3D fazem parte da configuração.

Na dianteira, MBUX e cockpit widescreen concentram informações, entretenimento e funções do veículo. Atrás, a organização dos bancos varia conforme a versão. Essa divisão cria ambientes com funções diferentes dentro da mesma cabine e permite configurar o espaço de acordo com o tipo de utilização.

Compartilhei parte do percurso com os jornalistas Leo Doca, do Portal Transporta Brasil e Jornal do Carro, e Vagner Aquino, do Diário do Grande ABC. A troca de impressões durante o trajeto ajudou a observar posição dos bancos, acesso, espaço e soluções de cabine sob perspectivas diferentes.

 

Estrada será necessária

O primeiro contato também mostrou o que ainda precisa ser avaliado. Uma viagem ao interior ou litoral permitirá compreender como os 231 cv, 370 Nm, transmissão 9G-TRONIC e tração traseira trabalham quando velocidade, distância e relevo mudam.

Também será necessário passar algumas horas como passageiro. No Classe V, limitar a análise ao banco do motorista significaria deixar de avaliar uma parte do projeto. A segunda fileira, principalmente na Elegance, foi desenvolvida para ter função própria dentro da experiência de utilização.

Ao concluir esse primeiro contato, destaco três pontos: o aproveitamento interno para sete ocupantes; as diferentes possibilidades de configuração da segunda fileira; e a combinação entre portas elétricas, climatização, conectividade e sistemas de assistência. Desta vez, não considero adequado indicar um componente específico que precise ser melhorado. O percurso urbano foi curto para uma conclusão desse tipo. O próximo passo será ampliar a avaliação para estrada e viagens, quando será possível entender se o Classe V também atende, durante algumas horas de deslocamento, à proposta que apresentou neste primeiro encontro em São Paulo.

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