Ação da prefeitura e do Governo do Estado terá fiscalização permanente nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Começou nesta quinta-feira a Operação Tolerância Zero, iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com o Governo do Estado para reforçar a fiscalização nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, na Zona Sul da cidade.

O programa prevê ações permanentes de combate ao comércio irregular, à ocupação ilegal de espaços públicos e a práticas criminosas, como a extorsão de barraqueiros, comerciantes e banhistas por grupos que atuam na região.
Agentes de segurança e equipes de fiscalização estarão distribuídos pelas areias, calçadões e acessos às praias para coibir irregularidades. Segundo a prefeitura, cerca de 70 pontos estratégicos foram mapeados para orientar a atuação das equipes.
A administração municipal afirma que a operação busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas que exploram atividades ilegais na orla, cobrando taxas indevidas pela prestação de serviços e ocupação de espaços públicos.
Na quarta, ambulantes que trabalham nas áreas turísticas da cidade realizaram um protesto em Copacabana. Eles pediram mais diálogo com o poder público, a regularização dos trabalhadores informais e dos depósitos utilizados para armazenar mercadorias. Durante a manifestação, os camelôs caminharam até Ipanema e ocuparam duas faixas da Avenida Atlântica.
Ferro-velho
Um ferro-velho que funcionava de forma clandestina foi interditado na quarta-feira, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. O imóvel, localizado na Rua Bráulio Cordeiro, foi alvo de uma operação coordenada pela Subprefeitura da Zona Norte II.
A operação reuniu agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop), policiais militares e equipes da Light e da Águas do Rio, que verificaram possíveis irregularidades nas instalações do estabelecimento.
Segundo a prefeitura, o local não tinha alvará de funcionamento. Após a constatação, o ferro-velho foi fechado e foram aplicadas medidas administrativas. Não foi informado se houve apreensão de materiais ou se algum item de origem suspeita chegou a ser encontrado pelos agentes.
A fiscalização faz parte de uma ofensiva contra atividades irregulares e o comércio de materiais furtados na região. Cabos, tampas de bueiro e peças retiradas de equipamentos públicos estão entre os itens citados pelo município como alvos desse tipo de comércio.
O subprefeito da Zona Norte II, Douglas Araújo, afirmou que o funcionamento irregular pode alimentar a cadeia de receptação e estimular crimes que afetam diretamente os serviços prestados à população.
– Muitas vezes, esses locais acabam alimentando a cadeia da receptação de materiais furtados, incentivando crimes que afetam diretamente a população, como o furto de cabos, tampas de bueiro e outros equipamentos públicos – disse o subsecretário. Segundo ele, novas operações com órgãos municipais, concessionárias e forças de segurança serão realizadas em outros bairros da região.