Dentro dessas comunidades há também imagens de nudez e sexo vazadas sem o consentimento, venda de material pornográfico gerado com inteligência artificial, entre outros crimes.
Por Redação, com Mobile Time – de Brasília
Mais de 1,25 milhão de brasileiros usuários do Telegram estão em grupos no app de mensageria em que ocorrem venda e compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil.
Dentro dessas comunidades há também imagens de nudez e sexo vazadas sem o consentimento, venda de material pornográfico gerado com inteligência artificial, entre outros crimes. O dado é de relatório da SaferNet encaminhado ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e a autoridades francesas.
O estudo Em suas próprias palavras: como o Telegram tem sido usado no Brasil como um espaço de comércio virtual por criminosos sexuais foi realizado em 874 links no app de mensageria denunciados à SaferNet por usuários de Internet do Brasil, mas também de outros países, ao longo do primeiro semestre de 2024, como “pornografia infantil”.
Dos 874 links denunciados, a SaferNet descobriu que 149 deles (17% do total) ainda continuavam ativos entre julho e setembro deste ano, sem sofrerem qualquer restrição pela plataforma.
O mapeamento também identificou outros 66 links que nunca foram denunciados, contendo conteúdos semelhantes compartilhados dentro de grupos ou canais no Telegram.
Somente em um dos grupos a SaferNet constatou 200 mil usuários e, ao todo, somando grupos, comunidades, canais e demais links do app contendo algum tipo de conteúdo relacionados a abuso e pornografia infantil, são 1,25 milhão de usuários.
SaferNet: Telegram é líder em denúncias
De acordo com a organização não governamental, o Telegram lidera em números de denúncias de “pornografia infantil” entre os aplicativos de mensageria. Desde 2021, a plataforma está entre os dez domínios com mais links desse tipo de crime denunciados à SaferNet.
Entre 2022 e 2023, o Telegram subiu neste ranking para a quinta colocação entre os domínios com mais denúncias de pornografia infantil.
E, em 2023, a ONG detectou aumento de 77% de denúncias, ano contra ano, no app de mensageria, chegando a 3.274 denúncias.