Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Suspeitos de esquema com perfis falsos são presos no DF

Grupo mantinha centenas de registros fraudulentos para permitir que motoristas impedidos ou sem habilitação transportassem passageiros.

Quinta, 03 de Setembro de 2026 às 11:11, por: CdB

Grupo mantinha centenas de registros fraudulentos para permitir que motoristas impedidos ou sem habilitação transportassem passageiros.

Por Redação, com JBr – de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em fraudar cadastros de um aplicativo de transporte.

DF desarticula esquema de cadastros falsos em app de transporte

As prisões ocorreram na terça-feira, durante a Operação Last Ride, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Três investigados foram capturados em Sobradinho e outro em Rio Verde (GO).

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada para criar e utilizar centenas de perfis irregulares na plataforma.

Os criminosos usavam dados falsificados ou pertencentes a terceiros para esconder a identidade dos verdadeiros condutores. Entre os beneficiados estariam pessoas bloqueadas pelo aplicativo, sem habilitação ou submetidas a restrições relacionadas a antecedentes criminais.

Prejuízo

Além do prejuízo financeiro provocado à empresa responsável pelo serviço, a prática, segundo a PCDF, comprometia a segurança dos passageiros e dificultava a identificação de quem efetivamente realizava as viagens.

A corporação também aponta riscos à segurança viária, já que motoristas não autorizados conseguiam atuar mediante cadastros de outras pessoas. Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos, documentos e cartões bancários.

Um dos quatro presos é apontado como principal articulador do esquema. Veículos relacionados à atividade investigada foram submetidos a restrições judiciais, enquanto ativos e valores também foram alvo de medidas para evitar eventual ocultação ou transferência.

Os investigados respondem por furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar, somados de forma autônoma, em até 32 anos de prisão.

A perícia dos materiais apreendidos deverá ajudar a identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado.

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