Moscou também alertou que, com este ataque, a Ucrânia enfraqueceu os esforços diplomáticos que vinham sendo realizados para resolver o conflito.
Por Redação, com Europa Press – de Moscou
O presidente russo, Vladimir Putin, condenou nesta sexta-feira o “ataque terrorista” perpetrado na noite passada pelo “regime neonazista” da Ucrânia contra as instalações de um centro universitário na cidade de Starobilsk, localizada na província ocupada de Lugansk, que já deixou seis mortos.

– O regime neonazista que tomou o poder em Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência estudantil da Faculdade de Pedagogia de Starobilsk, enquanto os estudantes dormiam na residência – denunciou ele no início de sua intervenção em uma cerimônia de formatura de novos funcionários públicos.
– Sinto-me obrigado a começar com os trágicos acontecimentos dos quais provavelmente já ouviram falar – iniciou o presidente russo, informando em seguida o último balanço de vítimas, no qual, além dos seis mortos, há cerca de 40 feridos e cerca de quinze desaparecidos entre os escombros.
– Os trabalhos de remoção dos escombros continuam. Faremos todo o possível para ajudar as vítimas e suas famílias. Insisto, e isso é importante, que não há instalações militares, nem serviços especiais, perto da residência estudantil – destacou o líder russo.
É por isso que Putin insistiu que “não há motivo” para afirmar que os projéteis atingiram essas instalações devido às defesas aéreas russas ou à chamada guerra eletrônica, argumentos recentemente esgrimidos por Kiev para justificar que seus drones acabassem no espaço aéreo dos países bálticos.
No momento dos fatos, havia 86 adolescentes nas instalações. Moscou informou que foram quatro os drones que a Ucrânia utilizou para este “ataque sangrento”, que deixou o centro praticamente destruído.
Guerra
Moscou também alertou que, com este ataque, a Ucrânia enfraqueceu os esforços diplomáticos que vinham sendo realizados para resolver o conflito, embora as negociações estejam paralisadas há alguns meses, depois que os Estados Unidos desviaram suas tentativas de mediação para resolver seus próprios conflitos com o Irã, após empreenderem, juntamente com Israel, uma nova ofensiva contra a República Islâmica.