O pedido encaminhado ao TSE solicita que, caso o direito de resposta seja concedido, a manifestação da campanha de Lula seja exibida preferencialmente no mesmo programa jornalístico e em até 48 horas após eventual decisão favorável da Justiça Eleitoral.
Por Redação – de Brasília
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira, para pedir direito de resposta contra declarações feitas por Flávio Bolsonaro (PL) na entrevista exibida pela TV Globo, na última sexta-feira. A ação foi apresentada pela coligação ‘Brasil Pronto Pra Mais’, que reúne os partidos da candidatura de Lula, e também inclui a Globo no processo por ter sido a responsável pela veiculação do espaço jornalístico em que as falas foram transmitidas.

Na representação, os advogados do PT afirmam que ’01’, como o candidato do PL também é conhecido, fez declarações “falsas e gravemente descontextualizadas” sobre temas relacionados à eleição e à candidatura do presidente. A coligação contesta trechos da entrevista que trataram das urnas eletrônicas, da homenagem concedida a Adriano da Nóbrega, dos atos golpistas de 8 de Janeiro; da relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do tarifaço e do salário-mínimo.
O pedido encaminhado ao TSE solicita que, caso o direito de resposta seja concedido, a manifestação da campanha de Lula seja exibida preferencialmente no mesmo programa jornalístico e em até 48 horas após eventual decisão favorável da Justiça Eleitoral.
Recurso
O PT informou também, nesta manhã, que pretende recorrer da decisão do TSE que suspendeu a veiculação de uma propaganda da campanha do presidente Lula contra Flávio Bolsonaro. A peça, intitulada ‘Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro’, reúne acusações contra o parlamentar em formato de currículo. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou aos jornalistas que o partido contesta a decisão por entender que a propaganda não atribui condenação prévia ao senador, mas apresenta fatos relacionados à sua trajetória pública.
Na peça suspensa, a campanha de Lula afirma que Flávio foi “funcionário fantasma”, “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha”, homenageou “o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro” e foi “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”.
O TSE, porém, avaliou que a propaganda “extrapola os limites da crítica política admissível”.