Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

Projetos sugerem nome de Zuenir Ventura para locais do Rio

Propostas, publicadas nesta quinta, preveem dar o nome do jornalista a um logradouro de Ipanema e a uma escola ou biblioteca da rede municipal na cidade.

Quinta, 24 de Setembro de 2026 às 14:38, por: CdB

Propostas, publicadas nesta quinta, preveem dar o nome do jornalista a um logradouro de Ipanema e a uma escola ou biblioteca da rede municipal na cidade.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Câmara do Rio vai analisar dois projetos de lei que propõem dar o nome de Zuenir Ventura, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) e um dos nomes mais importantes do jornalismo brasileiro, a espaços públicos da cidade. Os textos foram protocolados no Diário Oficial (DCM) desta quinta-feira, dois dias após a morte do jornalista, aos 95 anos.

Câmara do Rio avalia batizar espaços públicos com nome de Zuenir Ventura

Uma das iniciativas, de autoria do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), com assinatura de diversos vereadores, propõe dar o nome de Zuenir a uma escola ou biblioteca do município, a ser escolhida pela prefeitura. O texto destaca a trajetória de quase sete décadas do jornalista e o legado deixado para as futuras gerações.

– Zuenir Ventura foi um gigante do jornalismo brasileiro, que sempre teve um olhar muito especial para o cotidiano carioca. Ele ajudou o país a entender melhor o Brasil e o Rio. Nada mais justo do que a Câmara Municipal propor essa homenagem a um imortal da Academia Brasileira de Letras, que dedicou a vida a contar, com talento e sensibilidade, a nossa história através dos seus textos e livros – afirmou Caiado.

Outro projeto, assinado por Flávio Valle (PSD) e por Carlo Caiado, prevê que um endereço público — entre ruas, praças e viadutos — de Ipanema, na Zona Sul, onde o jornalista viveu ao lado de sua esposa, receba o nome de Zuenir Carlos Ventura. Segundo o autor, a medida é “uma forma de preservar na memória da cidade a contribuição de um de seus importantes cronistas e intérpretes”.

Trajetória

Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba, em Minas Gerais, mas construiu no Rio boa parte de sua vida e de sua carreira. Ao longo de mais de seis décadas no jornalismo, passou por veículos como Tribuna da Imprensa, O Cruzeiro, Veja, Jornal do Brasil e diário conservador carioca O Globo, além de atuar como professor e escritor.

Entre suas obras mais conhecidas estão 1968 — O Ano que Não Terminou, Cidade Partida e Chico Mendes — Crime e Castigo. Em 2014, foi eleito para a ABL, onde ocupava a cadeira 32, anteriormente pertencente a Ariano Suassuna.

Zuenir morreu na terça-feira, em casa, no Rio, em decorrência de uma pneumonia. O jornalista foi velado na sede da ABL, no Centro, em cerimônia que reuniu familiares, amigos e nomes do jornalismo. Ele deixou a mulher, Mary Ventura, e os filhos Mauro e Elisa, além de um legado construído ao longo de décadas no jornalismo e na literatura, com trabalhos que ajudaram a registrar momentos importantes da história do país e da cidade.

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