Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Lutador de jiu-jítsu é preso por agredir vizinhas na Zona Norte

Uma das vítimas, de 56 anos, acabou agredida dentro do elevador, e as cenas brutais foram registradas por uma câmera de segurança.

Sexta, 06 de Novembro de 2026 às 13:35, por: CdB

Uma das vítimas, de 56 anos, acabou agredida dentro do elevador, e as cenas brutais foram registradas por uma câmera de segurança.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes foi preso nesta sexta-feira, por espancar duas vizinhas em um condomínio na Avenida Maracanã, Zona Norte do Rio. O caso aconteceu na madrugada de quinta e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva por tentativa de feminicídio.

A Justiça já converteu a prisão em flagrante em preventiva por tentativa de feminicídio

Uma das vítimas, de 56 anos, acabou agredida dentro do elevador, e as cenas brutais foram registradas por uma câmera de segurança. O homem aplicou um golpe de estrangulamento e deu diversos socos no rosto e na cabeça dela. A mulher conseguiu escapar do local, mas gravemente ferida e sangrando.

Lucas iniciou uma série de agressões e ameaças dentro do próprio apartamento, e os moradores do condomínio acionaram a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Em seguida, o agressor passou a invadir outras unidades do prédio e a ameaçar os moradores, afirmando que mataria todos no local.

Segundo a Polícia Civil, Lucas então invadiu o apartamento de uma moradora no 3° andar e agrediu a idosa, de 65 anos. Ainda não há confirmações da motivação. Os filhos dela conseguiram deixar o imóvel e foram até a portaria pedir ajuda.

Ao saber do que acontecia, outra moradora saiu para prestar socorro ao ouvir os gritos da vítima e se deparou com o agressor ao abrir a porta do elevador. Ela, então, é brutalmente agredida, sofrendo diversas lesões pelo corpo.

A vítima conseguiu sair do prédio e se abrigou em um posto de gasolina próximo. Ela recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e precisou ser encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, assim como a outra vítima agredida. A idosa segue internada com quadro estável, e mulher agredida no elevador teve alta.

Arma de policial

Agentes do 6º BPM (Tijuca) e da Guarda Municipal foram chamados ao condomínio. Durante a abordagem, segundo o registro da ocorrência, Lucas reagiu e tentou pegar a arma de um dos PMs.

Para conter o lutador, os policiais atiraram nas pernas dele. Mesmo ferido, ele resistiu à prisão e tentou subir pelas escadas do prédio. O homem só foi contido após os agentes utilizarem uma arma de choque. Ele foi levado para a central de flagrantes da Polícia Civil, onde o caso foi considerado de menor poder ofensivo. Lucas, então, acabou liberado.

Após tomarem conhecimento do caso, os agentes da 18ª DP (Praça da Bandeira) realizaram diligências, ouviram vítimas e testemunhas e reuniram elementos que permitiram à autoridade policial representar pela prisão temporária do bandido.

O pedido foi deferido pelo plantão judiciário, e o mandado cumprido nesta sexta-feira. Ele vai responder por tentativa de feminicídio, ameaça, lesão corporal e violação de domicílio. Em depoimento, ele diz não se lembrar o que aconteceu.

– Ele diz que faz usos de substâncias anabolizantes e, segundo os relatos das vítimas, parecia estar sob influência de drogas. Segundo a vítima, ele começou a gritar: ‘Já que ninguém me ajuda, vou matar todo mundo’ – disse o delegado Álvaro Gomes, responsável pelo caso.

Ataque

Um ataque à recepção do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro, terminou com duas funcionárias atingidas por estilhaços de vidro e um homem preso em flagrante na quarta-feira. Cláudio Douglas Ribeiro da Silva quebrou o vidro da área de atendimento da unidade de saúde, colocando em risco a integridade física das trabalhadoras.

O que o homem não esperava era encontrar policiais civis dentro do hospital. Os agentes estavam no local acompanhando detentos que recebiam atendimento médico e intervieram imediatamente após a confusão. Cláudio foi rendido e detido antes de deixar a unidade.

Segundo informações da Polícia Civil, duas funcionárias foram atingidas pelos fragmentos de vidro durante o episódio. Apesar do susto e do risco de ferimentos mais graves, ambas passam bem. Não foram divulgados detalhes sobre a gravidade das lesões nem sobre a necessidade de atendimento médico.

A presença dos policiais civis no Hospital Souza Aguiar foi determinante para a prisão imediata do suspeito. Os agentes realizavam a escolta de pessoas privadas de liberdade que precisavam de assistência médica quando perceberam a situação na recepção.

Após ser contido, Cláudio Douglas Ribeiro da Silva foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. Ele deverá responder pelos crimes de dano qualificado contra o patrimônio público e lesão corporal.

A motivação do ataque não foi informada. Também não há detalhes sobre o que teria ocorrido antes de o homem quebrar o vidro da recepção ou se houve alguma discussão com os funcionários.

O episódio provocou danos materiais à estrutura de atendimento de uma das principais unidades de emergência da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. Não foi informado se o funcionamento da recepção precisou ser interrompido após a ocorrência.

O caso chama atenção para a segurança dos profissionais que trabalham em hospitais públicos, especialmente nas áreas de emergência, onde o atendimento envolve situações de grande tensão e circulação intensa de pacientes e acompanhantes.

No caso do Souza Aguiar, a intervenção dos policiais que já estavam na unidade permitiu conter rapidamente o suspeito. A ocorrência também evidencia a importância de medidas de proteção para recepcionistas, profissionais de enfermagem, médicos e outros trabalhadores que mantêm contato direto com o público.

O Hospital Municipal Souza Aguiar, localizado na Praça da República, é uma das unidades de referência no atendimento de urgência e emergência da capital fluminense.

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