Rio de Janeiro, 05 de Março de 2026

Primeira-dama, Janja da Silva revela ter sido vítima de assédio

A primeira-dama Janja da Silva fala sobre ter sido vítima de assédio sexual e discute a segurança das mulheres no Brasil em entrevista ao programa 'Sem Censura'.

Quarta, 04 de Março de 2026 às 19:49, por: CdB

Ao comentar sobre o assunto, Janja relatou ter enfrentado as situações mesmo contando com aparato de segurança.

Por Redação – de Brasília

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou ter sido vítima de assédio sexual duas vezes desde o início deste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração, durante participação no programa ‘Sem Censura’, exibido pela TV Brasil, ganhou repercussão nas redes sociais, nesta quarta-feira.

Primeira-dama, Janja da Silva revela ter sido vítima de assédio | A primeira-dama, Janja, participa da luta contra o feminicídio
A primeira-dama, Janja, participa da luta contra o feminicídio

Ao comentar sobre o assunto, Janja relatou ter enfrentado as situações mesmo contando com aparato de segurança.

— Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada — afirmou.

Sem detalhar os episódios ou citar nomes, a primeira-dama questionou a exposição cotidiana enfrentada pelas mulheres.

— Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados (fui assediada), imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum — observou.

 

Feminicídio

A entrevista integrou uma edição especial do programa dedicada ao debate sobre violência doméstica e feminicídio no Brasil. A atração foi apresentada pela atriz Cissa Guimarães e contou ainda com a participação de Daniela Grelin, diretora-executiva da No More Foundation, e Antonia Pellegrino, diretora de conteúdo e programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Durante a entrevista, Janja também abordou o Pacto dos Três Poderes contra o Feminicídio, iniciativa lançada pelo governo ainda em fevereiro, com articulação da primeira-dama. 

O programa prevê atuação coordenada dos Três Poderes para prevenir a violência contra meninas e mulheres.

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