Rio de Janeiro, 23 de Junho de 2026

Mulher que matou crianças com ovo envenenado é condenada

Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos de prisão por envenenar e matar duas crianças com um ovo de Páscoa em Imperatriz (MA). Entenda os detalhes do caso.

Terça, 23 de Junho de 2026 às 14:29, por: CdB

Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por duplo homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado contra a mãe das vítimas.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

O Tribunal de Justiça do Maranhão condenou a 66 anos de prisão a mulher acusada de envenenar e matar duas crianças com um ovo de Páscoa em Imperatriz (MA).

Jordélia Pereira Barbosa recebeu uma pena de 66 anos de prisão

Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por duplo homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado contra a mãe das vítimas.

As vítimas são Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que não resistiram após consumir o chocolate. A mãe deles, Mirian Lira, chegou a ficar internada em UTI, mas sobreviveu. O crime aconteceu em abril do ano passado.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado para a residência da família por meio de um mototaxista. O motivo teria sido vingança, já que ela era ex-namorada do então companheiro de Mirian.

Durante o julgamento na 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, o Conselho de Sentença reconheceu que a acusada praticou tentativa de homicídio triplamente qualificado contra Mirian, por motivo torpe, com emprego de veneno e mediante dissimulação.

Duplo homicídio

Já em relação às crianças, os jurados concluíram se tratar de duplo homicídio quadruplamente qualificado. Segundo a decisão, a ré assumiu o risco de provocar a morte dos menores ao enviar o alimento envenenado para a residência onde eles viviam com a mãe. As qualificadoras reconhecidas são motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.

Na sentença, o juiz Fábio da Costa Vilar destacou o elevado grau de planejamento da ação criminosa. A condenada teria se deslocado de Santa Inês para Imperatriz, utilizado disfarces, se hospedado em um hotel com identidade falsa e monitorado a rotina da vítima antes da prática do crime. A polícia encontrou com Jordélia perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.

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