O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do ‘Centrão’ quando questionado sobre a recente reaproximação do presidente do PP, Ciro Nogueira.
Por Redação – de Brasília
Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-ministro Edinho Silva afirmou, nesta terça-feira, que o diálogo em curso com líderes de partidos como União Brasil e Progressistas (PP), ambos do campo político chamado ‘Centrão’, ocorre por serem partidos que participam do atual governo por mais que haja, no caso de alguns membros destas siglas, “contradições e discordâncias”.

A declaração ocorreu nesta manhã, durante entrevista a um canal de TV por assinatura.
— É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte. Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada estado brasileiro — afirmou Edinho Silva.
Reeleição
O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do ‘Centrão’ quando questionado sobre a recente reaproximação do presidente do PP, Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e que deve disputar a reeleição ao cargo neste ano.
Nogueira foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL) e, após deixar o cargo, tornou-se um crítico ferrenho do atual governo. Todavia, em governos anteriores do PT, o parlamentar piauense, um dos mais poderosos líderes partidários do Centrão, foi próximo do presidente Lula.
A ideia da cúpula do PT em se reaproximar de Ciro Nogueira é a tentativa de afastar o Progressistas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), primogênito do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República.
Campanha
Edinho Silva ressaltou, no entanto, que a reaproximação com Ciro Nogueira não envolve como contrapartida um apoio do PT à sua campanha à reeleição para senador. Pesquisas no Piauí não garantem a reeleição de Nogueira caso a eleição fosse disputada hoje.
O Piauí é governado pelo petista Rafael Fonteles, que têm um índice de aprovação à sua gestão apontada como confortável para ele garantir, em outubro, mais quatro anos de mandato.
— Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael à reeleição e ao Senado é o Marcelo e o Júlio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país — concluiu Edinho.