Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Preços sobem apesar de cenário estagnado e desemprego em alta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54% em março, depois de alta de 0,34% em fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Terça, 26 de Março de 2019 às 13:42, por: CdB

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54% em março, depois de alta de 0,34% em fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 
Por Redação - de São Paulo
  Os preços de alimentos subiram com força e a prévia da inflação oficial registrou em março o patamar mais elevado para o mês em quatro anos, depois de o Banco Central ter alertado que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico em torno de abril ou maio. A alta de preços ocorre em um ambiente de estagnação econômica, aliado ao desemprego acima de 38 milhões de brasileiros.
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Em meio à crise econômica, uma fila com mais de 15 mil pessoas se formou, em São Paulo, em busca de um emprego
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54% em março, depois de alta de 0,34% em fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a taxa mais alta para um mês de março desde 2015, quando o índice subiu 1,24%.

Impacto

Em 12 meses, o indicador apresentou alta de 4,18%, acima dos 3,73% do mês anterior. Com isso, o resultado se aproxima da meta oficial de inflação do governo para 2019 — 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Nesta terça-feira, o Banco Central antecipou que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico em torno de abril ou maio, para depois recuar para patamar abaixo do centro da meta deste ano. Mas o BC destacou que a consolidação desse “cenário favorável” depende do andamento das reformas e ajustes na economia brasileira. Em março, a maior influência sobre o IPCA-15 foi exercida pelo grupo Alimentação e Bebidas, cuja alta acelerou a 1,28% de 0,64% em fevereiro, exercendo o maior impacto (0,32 ponto percentual).

Deflação

Alimentação no domicílio foi a principal colaboração para essa alta com os preços subindo 1,91% em março, de 0,68% no mês anterior, com destaque para o avanço de 41,44% do feijão-carioca. Também pressionou o IPCA-15 a alta de 0,59% dos Transportes, após queda de 0,46% no mês anterior, sob pressão de passagem aérea (7,54%) e etanol (2,64%). Juntos, Alimentos e Transportes corresponderam a cerca de 80% do índice do mês. Na outra ponta, Artigos de Residência e Comunicação apresentaram deflação no mês, respectivamente de 0,23 e 0,19%.
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