Relatos em redes sociais indicam possíveis outros casos ligados ao grupo denunciado por violência contra adolescente em Copacabana.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro em Copacabana, pode ganhar novos desdobramentos. A Polícia Civil informou que recebeu relatos informais, principalmente pelas redes sociais, sobre possíveis outras vítimas do mesmo grupo de jovens denunciados pelo crime.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, ainda não há novos registros formais, mas a distrital aguarda que eventuais vítimas procurem a delegacia para prestar depoimento.
Prisões decretadas
Até o momento, a Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens por estupro com concurso de pessoas. Um quinto envolvido, de 17 anos, ex-namorado da vítima, ainda aguarda posicionamento judicial.
Os réus são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Segundo o delegado, dois dos investigados têm antecedentes por rixa.
O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. De acordo com a investigação, o adolescente teria atraído a vítima para o local sob pretexto de um encontro. Durante o ato, os demais jovens entraram no quarto e teriam cometido a violência.
Após o ocorrido, a adolescente registrou o caso na delegacia. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física em partes íntimas, segundo a polícia.
A defesa de João Gabriel nega a acusação. O advogado Rafael De Piro afirma que há imagens da jovem se despedindo do cliente “com um sorriso e um abraço” ao final do encontro.
João Gabriel é atleta do Serrano Football Club e foi afastado após a denúncia.
Medidas administrativas
A Reitoria do Colégio Pedro II informou que iniciou processo de desligamento dos alunos acusados. Em nota, a instituição declarou solidariedade à vítima e repudiou a violência de gênero.
A polícia reforça que possíveis vítimas devem procurar formalmente a delegacia para que os relatos possam ser apurados e incorporados ao inquérito.