Rio de Janeiro, 02 de Março de 2026

Polícia do Rio investiga possíveis novas vítimas de estupro coletivo

Polícia Civil investiga relatos de novas vítimas de estupro coletivo em Copacabana, após denúncia de adolescente de 17 anos. Saiba mais sobre o caso.

Segunda, 02 de Março de 2026 às 13:16, por: CdB

Relatos em redes sociais indicam possíveis outros casos ligados ao grupo denunciado por violência contra adolescente em Copacabana.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro em Copacabana, pode ganhar novos desdobramentos. A Polícia Civil informou que recebeu relatos informais, principalmente pelas redes sociais, sobre possíveis outras vítimas do mesmo grupo de jovens denunciados pelo crime.

Polícia do Rio investiga possíveis novas vítimas de estupro coletivo | Suspeitos de estupro coletivo estão foragidos
Suspeitos de estupro coletivo estão foragidos

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, ainda não há novos registros formais, mas a distrital aguarda que eventuais vítimas procurem a delegacia para prestar depoimento.

Prisões decretadas

Até o momento, a Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens por estupro com concurso de pessoas. Um quinto envolvido, de 17 anos, ex-namorado da vítima, ainda aguarda posicionamento judicial.

Os réus são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Segundo o delegado, dois dos investigados têm antecedentes por rixa.

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. De acordo com a investigação, o adolescente teria atraído a vítima para o local sob pretexto de um encontro. Durante o ato, os demais jovens entraram no quarto e teriam cometido a violência.

Após o ocorrido, a adolescente registrou o caso na delegacia. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física em partes íntimas, segundo a polícia.

A defesa de João Gabriel nega a acusação. O advogado Rafael De Piro afirma que há imagens da jovem se despedindo do cliente “com um sorriso e um abraço” ao final do encontro.

João Gabriel é atleta do Serrano Football Club e foi afastado após a denúncia.

Medidas administrativas

A Reitoria do Colégio Pedro II informou que iniciou processo de desligamento dos alunos acusados. Em nota, a instituição declarou solidariedade à vítima e repudiou a violência de gênero.

A polícia reforça que possíveis vítimas devem procurar formalmente a delegacia para que os relatos possam ser apurados e incorporados ao inquérito.

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