Rio de Janeiro, 02 de Julho de 2026

Polícia prende líder de milícia que lavava dinheiro pela internet

Outros dois homens foram presos e agentes apreenderam um fuzil, uma pistola e um veículo clonado.

Quinta, 02 de Julho de 2026 às 11:27, por: CdB

Outros dois homens foram presos e agentes apreenderam um fuzil, uma pistola e um veículo clonado.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil fez, na manhã desta quinta-feira, uma operação contra lideranças de uma milícia que atua em bairros da Zona Oeste do Rio. Até o momento, três suspeitos foram presos, entre eles um homem apontado pelas investigações como um dos principais chefes do grupo.

Líder de milícia é preso por lavagem de dinheiro na internet

Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão para enfraquecer o comando da milícia e interromper sua expansão em áreas consideradas estratégicas.

De acordo com a Polícia Civil, o principal alvo preso tinha papel central na sustentação armada e na gestão financeira da organização. A especializada aponta que ele era responsável pela movimentação, administração e ocultação de lucros das atividades do bando.

Internet

Ainda segundo a Draco, parte do esquema de lavagem de dinheiro funcionava por meio de empresas ligadas ao setor de internet, utilizadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Além do líder, os policiais prenderam dois homens apontados como batedores da organização, responsáveis por monitorar a movimentação de viaturas e repassar informações aos criminosos durante as ações do grupo.

Durante a operação, os agentes apreenderam um fuzil, uma pistola e um veículo clonado, que passarão por perícia. A identidade dos presos não foi divulgada.

A ofensiva contou com o apoio da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) e de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o rastreamento do patrimônio e da estrutura financeira utilizada pelo grupo para manter suas atividades ilícitas na Zona Oeste.

Bunker

Policiais da 5ª DP (Mem de Sá) desarticularam, na quarta-feira, um bunker de traficantes para armazenar drogas e abastecer um ponto de venda na Lapa, região central do Rio. Durante a operação, dois homens foram presos em flagrante, e os agentes apreenderam grande quantidade de entorpecentes, dinheiro e um caderno com anotações do crime.

Bunker do tráfico é descoberto pela polícia na Lapa; dois são presos

O setor de inteligência da distrital identificou o funcionamento de um ponto de tráfico em uma vila de casas localizada nas proximidades de uma escola. Segundo as investigações, os bandidos ocupavam um casarão protegido por uma porta de ferro reforçada para esconder a movimentação no local.

Para entrar no imóvel, os policiais precisaram remover a estrutura metálica instalada na entrada. No bunker, os agentes encontraram a dupla com drogas prontas para a venda.

Ao todo, foram apreendidos 140 papelotes de crack, 125 porções de cocaína em diferentes embalagens, 20 tubos de skank, 25 tabletes de maconha, 10 porções de haxixe, além de dinheiro e um caderno com registros que podem auxiliar no mapeamento da quadrilha.

Os dois homens vão responder por tráfico de drogas. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo responsável pela distribuição de entorpecentes na região.

Estratégia

O uso de casarões transformados em bunkers, protegidos por portas de ferro reforçadas, tem sido uma estratégia recorrente do tráfico na Lapa. Em março deste ano, policiais civis localizaram outra casa usada como fortaleza para armazenar drogas, com uma porta de aço pesava cerca de 350 quilos. Na ocasião, três suspeitos foram presos.

Já em junho, uma nova operação da Polícia Civil desmantelou outro bunker na Travessa Mosqueira, também equipado com uma porta de aço e monitorado por equipes da Divisão de Capturas (DC-Polinter). Dois suspeitos acabaram presos naquela ação.

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