Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Polícia mira igreja de Niterói por suposta pirâmide financeira

Polícia Civil cumpriu 39 mandados no Rio e em São Paulo e investiga prejuízos de até R$ 118 mil a investidores.

Terça, 18 de Agosto de 2026 às 14:10, por: CdB

Polícia Civil cumpriu 39 mandados no Rio e em São Paulo e investiga prejuízos de até R$ 118 mil a investidores.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Uma promessa de rendimento de até 10% ao mês teria sido usada para atrair fiéis e outras pessoas para um suposto esquema de pirâmide financeira ligado a uma igreja de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O caso é alvo da Operação Golpe da Fé, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira.

Operação investiga pirâmide ligada a igreja de Niterói

Segundo os agentes, investidores começaram a enfrentar problemas após a interrupção dos pagamentos. Há relatos de prejuízos individuais que chegam a R$ 118 mil. Análises financeiras realizadas pelos investigadores identificaram mais de R$ 8 milhões movimentados pelo grupo entre 2022 e 2025.

Ao todo, agentes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumprem 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos em endereços no Rio e em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 8 milhões e autorizou a apreensão de bens de luxo.

A apuração identificou pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao mesmo modelo de fraude. Somados, os prejuízos relatados ultrapassam R$ 1 milhão.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema seria comandado por Roberto Vieira Soares, ligado à Igreja Apostólica Vida e Adoração. Ele teria utilizado a influência exercida sobre fiéis e pessoas próximas para apresentar oportunidades de investimento.

As aplicações eram oferecidas por meio da GAL Invest Bank, que, segundo os investigadores, ficou conhecida como ‘Banco do Pastor’.

A polícia também investiga a possível participação de familiares de Roberto e o uso de empresas de diferentes segmentos para movimentar e ocultar os valores obtidos por meio do esquema.

Falso advogado

OAB-RJ realizou nesta terça-feira uma campanha contra o golpe do falso advogado na estação Carioca, do MetrôRio. A ação conta com a participação da presidente da instituição, Ana Tereza Basilio, além de integrantes da Corregedoria e da Comissão Especial de Combate ao Golpe do Falso Advogado.

Durante a iniciativa, foram distribuídas cartilhas com orientações para reconhecer a fraude. Os representantes da OAB-RJ também responderam às dúvidas dos passageiros. Desde o início de 2025, a entidade já recebeu mais de 2.300 denúncias relacionadas ao golpe.

Segundo a OAB-RJ, os criminosos costumam entrar em contato com pessoas que possuem processos em andamento, geralmente pelo WhatsApp. Eles se passam pelos advogados das vítimas e solicitam pagamentos sob a justificativa de taxas para liberar valores ou realizar procedimentos judiciais.

– É fundamental desconfiar sempre de qualquer pedido de recursos e entrar em contato com o seu advogado ou com o escritório imediatamente – afirmou Basilio.

A campanha também envolve ações institucionais. A partir de pedidos da OAB-RJ, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro adotou medidas como restrições nos filtros de consulta processual, dupla verificação de senha e marca d’água para identificar advogados que acessam processos.

A instituição instalou ainda um outdoor de 15 metros de altura por 7,6 metros de largura em sua sede, no Centro do Rio. A mensagem alerta: “Número diferente? Pediu dinheiro? Desconfie! Ligue para o seu advogado”.

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