Operações Fraud II e Fraud III miram esquemas distintos de fraudes documentais e financeiras praticadas contra órgãos públicos federais.
Por Redação, com ACS – de Brasília
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, as operações Fraud II e Fraud III, com o objetivo de desarticular esquemas distintos de fraudes documentais e financeiras praticadas contra órgãos públicos federais, especialmente a Receita Federal do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

As ações resultaram no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, em endereços residenciais e comerciais, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, todos na cidade de Teresina.
A Operação Fraud II investiga esquema de falsificação e de uso de documentos públicos para obtenção fraudulenta de CPFs junto à Receita Federal do Brasil, identificado a partir de comunicações do próprio órgão e confirmado por exames técnicos da Polícia Federal, que constataram o uso de documentos com sobreposição biométrica encaminhados eletronicamente mediante pagamento.
A Operação Fraud III apura a prática de estelionato e uso de documentos falsos contra a Caixa Econômica Federal, por meio da contratação fraudulenta de empréstimos consignados com contracheques e com declarações de margem consignável falsificados, em nome de supostos servidores públicos municipais, esquema no qual a investigada atuava como correspondente bancária, apropriando-se da maior parte dos valores obtidos ilicitamente.
Os investigados podem responder pelos crimes de falsificação de documento público, de uso de documento falso e de estelionato majorado em detrimento de entidade pública, entre outros que poderão ser identificados no decorrer das investigações.
Crime ambiental
A Polícia Federal deflagrou, em ação integrada com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e com o Exército Brasileiro, nesta sexta-feira, a Operação Três Eixos, voltada ao combate a crimes ambientais em Rondônia.
A operação teve como objetivo coibir práticas ilícitas em área protegida, especialmente delitos relacionados à exploração irregular de recursos naturais, à invasões e ao desmatamento em terras indígenas da região.
Durante as diligências realizadas no interior da Terra Indígena Igarapé Ribeirão, foram encontrados três caminhões carregados com madeira de origem ilícita, utilizados no escoamento de material extraído ilegalmente da área protegida. Um dos veículos, que não pôde ser retirado do local, foi inutilizado pelo órgão competente. Os outros dois caminhões, que tinham condições de remoção, foram destinados para utilização de órgãos públicos.
Os responsáveis poderão responder, na medida de suas condutas, por crimes ambientais, por receptação de produto florestal de origem ilícita, por usurpação de bens da União e por demais infrações correlatas.