Na quarta-feira, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o Google, da Alphabet, negligentes por projetar plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens, em um veredicto que servirá de precedente para inúmeros casos semelhantes.
Por Redação, com Reuters – de Genebra
Pesquisa publicada neste domingo mostra que a grande maioria dos suíços deseja maior proteção para crianças e adolescentes nas redes sociais, em um momento em que governos e tribunais do mundo todo intensificam a fiscalização das grandes empresas de tecnologia sobre o impacto delas nos jovens usuários.

Na quarta-feira, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o Google, da Alphabet, negligentes por projetar plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens, em um veredicto que servirá de precedente para inúmeros casos semelhantes.
Um estudo suíço realizado pela empresa de pesquisas GfS Bern para a Fundação Mercator revelou que 94% dos entrevistados acreditam que os menores de idade deveriam ser melhor protegidos dos efeitos nocivos das redes sociais, enquanto 78% consideram que as grandes empresas de tecnologia exercem influência excessiva sobre a opinião pública.
Plataformas
A ministra do Interior suíça, Elisabeth Baume-Schneider, afirmou estar aberta a uma possível proibição nas redes sociais para jovens. Seu governo está elaborando legislação para regulamentar as principais plataformas online, visando torná-las mais transparentes.
A publicação da pesquisa no jornal SonntagsZeitung ocorre após a decisão da vizinha Áustria, na sexta-feira, de prosseguir com a proibição do uso de redes sociais para crianças menores de 14 anos.
A pesquisa da GfS Bern entrevistou cerca de 1 mil residentes suíços com 16 anos ou mais, entre 1 e 12 de dezembro. A margem de erro é de mais ou menos 3,2 pontos percentuais, segundo a publicação.