Exame de corpo de delito indica lesões compatíveis com relato da vítima; quatro acusados estão presos e polícia pede quebra de sigilo telefônico dos investigados.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos após o resultado do exame de corpo de delito confirmar sinais de violência sexual. Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o laudo pericial aponta lesões compatíveis com o relato apresentado pela vítima.

De acordo com o delegado, os exames identificaram ferimentos nas regiões genitais, além de lesões nas pernas e nas costelas. As marcas, segundo a perícia, são compatíveis com a dinâmica descrita pela jovem durante o depoimento prestado à polícia.
O caso ocorreu no dia 31 de janeiro, quando a adolescente foi convidada por um adolescente para ir a um apartamento localizado em Copacabana, na zona sul do Rio. Conforme as investigações, outros quatro rapazes teriam entrado no quarto durante o encontro e cometido a violência sexual contra a jovem.
Quatro acusados
Quatro jovens apontados como participantes do crime foram presos após se apresentarem às autoridades entre terça, e quarta-feira, e já estão no sistema prisional do Rio em Benfica. Eles foram identificados como Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonim.
Todos respondem pelo crime de estupro. As defesas de João Gabriel Xavier Bertho e Vitor Hugo Oliveira Simonim afirmam que o encontro teria ocorrido de forma consensual.
Um adolescente apontado pelas investigações como responsável por atrair a vítima ao local também teria participado das agressões. Por se tratar de menor de idade, sua identidade não foi divulgada.
A Polícia Civil enviou à Justiça uma representação solicitando a internação do adolescente em uma unidade socioeducativa. No entanto, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que, neste momento, não solicitou a internação provisória.
Em nota, o órgão afirmou que o jovem deverá responder por ato infracional análogo ao crime investigado. O Ministério Público também destacou que outras medidas cautelares poderão ser solicitadas conforme o avanço das investigações.
Enquanto isso, os quatro acusados adultos permanecem presos e à disposição da Justiça.
Novas provas no caso
Além do laudo pericial, a investigação reúne outros elementos considerados relevantes. Entre eles estão mensagens trocadas por celular entre a vítima e os suspeitos, além de imagens de câmeras de segurança que registraram a circulação dos jovens no prédio onde o crime teria ocorrido.
Para ampliar a apuração, o delegado Ângelo Lages solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos investigados. A medida busca verificar se há registros de conversas, arquivos ou possíveis gravações relacionadas ao caso.
A polícia também apura se os envolvidos podem ter ligação com outros episódios semelhantes.
Outros casos
Alguns dos investigados, incluindo o adolescente, também são citados em apurações sobre outros possíveis casos de violência sexual. Um dos episódios teria ocorrido em 2023 e envolve uma vítima de 14 anos.
Nesse caso, segundo a investigação, os agressores teriam utilizado um método semelhante ao do crime ocorrido em Copacabana e teriam gravado o abuso. A polícia ainda tenta confirmar se houve registro em vídeo no episódio mais recente.
Outra denúncia em análise aponta que Vitor Hugo Oliveira Simonim teria abusado de uma jovem durante uma festa escolar em outubro do ano passado. De acordo com os investigadores, nesse episódio ele teria agido sozinho.
Ambas as ocorrências seguem sob investigação da Polícia Civil.