Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Adolescente palestino morre após ação de soldados israelenses

Um adolescente palestino foi morto por soldados israelenses em Lubban al-Sharqiya, Cisjordânia. A Autoridade Palestina denuncia a ação como um ataque injustificado.

Sexta, 15 de Maio de 2026 às 11:36, por: CdB

As Forças Armadas de Israel afirmaram que o jovem era um ‘terrorista’.

Por Redação, com CartaCapital – de Jerusalém

A Autoridade Palestina afirmou que um adolescente morreu nesta sexta-feira ao ser atingida por tiros de soldados israelenses em um vilarejo no norte da Cisjordânia ocupada. O exército israelense informou que abriu fogo contra pessoas que atiravam pedras contra veículos.

Adolescente palestino morre após ação de soldados israelenses | Família palestina caminha perto de patrulha israelense na Cisjordânia ocupada
Família palestina caminha perto de patrulha israelense na Cisjordânia ocupada

Fahd Zidan Oweis, de 15 anos, morreu “por balas das forças de ocupação (exército israelense) ao amanhecer na localidade de Lubban al-Sharqiya, na província de Nablus”, indicou um breve comunicado do Ministério da Saúde palestino. Segundo essa fonte, o corpo continua em poder das forças israelenses.

Questionadas pela agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP), as Forças Armadas de Israel informaram que “no decorrer de uma operação antiterrorista conduzida na região de Lubban al-Sharqiya, os soldados detectaram três terroristas que lançavam pedras contra veículos israelenses que trafegavam por uma estrada”.

– Os soldados atiraram na direção dos terroristas e eliminaram um deles – declarou um porta-voz militar. Na quarta-feira, outro adolescente palestino, de 16 anos e originário de Lubban al-Sharqiya, foi morto por disparos de soldados israelenses em um povoado vizinho, segundo a Autoridade Palestina. O exército israelense afirmou que abriu fogo contra alguns “atiradores de pedras”.

Crianças

Setenta crianças palestinas morreram em operações militares e ataques de colonos na Cisjordânia desde janeiro de 2025, indicou na terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em 93% dos casos, a responsabilidade foi das forças israelenses, afirmou o organismo. Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967.

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