Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2026

Peña passa à prisão militar, após protestos em frente sua mansão

Durante os confrontos, agentes da Polícia Nacional dispararam balas de borracha contra manifestantes. A retirada do ex-presidente ocorreu sob forte esquema...

Sábado, 07 de Novembro de 2026 às 12:27, por: CdB

Durante os confrontos, agentes da Polícia Nacional dispararam balas de borracha contra manifestantes. A retirada do ex-presidente ocorreu sob forte esquema de segurança.

Por Redação, com Reuters – de Assunção

Ex-presidente do Paraguai, o economista Santiago Peña foi transferido, na madrugada deste sábado, para o Regimento Escolta Presidencial, uma unidade militar localizada em Assunção, após protestos e confrontos entre manifestantes e policiais diante de sua mansão. A transferência ocorreu poucas horas depois de sua destituição pelo Senado e da determinação de prisão domiciliar, no âmbito das investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank.

Santiago Peña
O ex-presidente Santiago Peña encontra-se preso em uma unidade militar do Paraguai

Segundo o jornal paraguaio ‘La Nación’, a decisão de retirar Peña de sua residência foi tomada em meio ao agravamento das manifestações populares. Centenas de pessoas se concentraram nas proximidades do imóvel para protestar contra o ex-presidente e exigir que ele fosse encaminhado a uma prisão, em vez de permanecer em casa.

Durante os confrontos, agentes da Polícia Nacional dispararam balas de borracha contra manifestantes. A retirada do ex-presidente ocorreu sob forte esquema de segurança, em um comboio de veículos que deixou o local pouco antes da meia-noite.

 

Cassado

Imagens divulgadas pela imprensa paraguaia mostram moradores lançando ovos contra os veículos e dirigindo insultos à comitiva que transportava Peña. A transferência ocorreu depois de uma jornada de profunda turbulência política no Paraguai. Na véspera, o Senado aprovou por unanimidade, com os votos dos 43 parlamentares presentes, a destituição de Santiago Peña por mau desempenho de suas funções.

O processo de impeachment foi motivado pela crise do Ueno Bank, instituição financeira cuja situação provocou uma onda de protestos depois que milhões de clientes ficaram sem acesso aos depósitos. O escândalo ganhou dimensão política devido às antigas relações de Peña com o grupo empresarial controlador do banco e às denúncias envolvendo recursos públicos depositados na instituição.

Após a destituição, o Ministério Público determinou a detenção domiciliar do ex-presidente, que passou a ser investigado por suspeitas de lesão de confiança e outras irregularidades relacionadas ao caso. A decisão de mantê-lo inicialmente em sua residência provocou indignação entre manifestantes, que exigiam seu encaminhamento a um estabelecimento prisional.

 

Protestos

A concentração diante da casa de Peña transformou-se em um dos principais focos da crise política paraguaia. Manifestantes permaneceram nas ruas durante a noite, enquanto policiais montaram barreiras para impedir a aproximação da residência. O clima de tensão aumentou com a chegada de novos grupos e os confrontos entre participantes dos protestos e forças de segurança.

Segundo o ‘La Nación’, policiais utilizaram balas de borracha contra os manifestantes durante os incidentes. A transferência para o Regimento Escolta Presidencial foi apresentada como uma medida preventiva de segurança. A unidade militar é responsável pela proteção de autoridades e ex-presidentes paraguaios. Até o momento da transferência, não havia confirmação de que Peña tivesse sido encaminhado a um estabelecimento penitenciário convencional.

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