A embarcação chegou durante a madrugada às proximidades do porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias.
Por Redação, com RFI – das Ilhas Canárias
As autoridades sanitárias da Espanha iniciaram neste domingo a operação de desembarque dos passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius, após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo. As informações foram divulgadas pela Rádio França Internacional (RFI).

A embarcação chegou durante a madrugada às proximidades do porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias. Equipes de saúde entraram no navio para examinar cerca de 150 passageiros e tripulantes antes do início da retirada controlada.
Isolamento
Os primeiros a deixar o cruzeiro foram passageiros espanhóis, transportados em pequenas embarcações até a costa. Depois, foram de ônibus até o aeroporto local, onde embarcaram em um voo organizado pelo governo espanhol com destino a Madri.
Na sequência, começaram as operações de repatriação de passageiros para países como Holanda, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. Um último voo está previsto para segunda-feira, levando passageiros de volta à Austrália.
Segundo as autoridades espanholas, todos os ocupantes do navio estão assintomáticos. Para evitar qualquer risco de transmissão à população local, foi criada uma zona marítima de exclusão temporária ao redor da embarcação. O deslocamento dos passageiros em terra também ocorreu de forma isolada.
Novos casos
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), seis casos de hantavírus foram confirmados entre oito suspeitas registradas no navio. Três pessoas morreram em decorrência da doença, considerada rara e potencialmente grave.
Ainda durante a semana, três pessoas já haviam sido retiradas do navio em Cabo Verde e transferidas para a Europa em uma aeronave medicalizada. A doença não possui vacina nem tratamento específico e pode provocar síndrome respiratória aguda; além de outras complicações severas.
A cepa possui período de incubação de até seis semanas, o que levou autoridades sanitárias de diversos países a intensificar o rastreamento de contatos próximos dos passageiros. O objetivo é identificar possíveis cadeias de transmissão, isolar casos suspeitos e conter a disseminação do vírus.