Rio de Janeiro, 02 de Agosto de 2026

Sobe número de migrantes mortos em Ceuta e maioria já voltou ao Marrocos

O novo balanço foi feito pelo delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano. O número anterior era de 67 mortos. Grande parte das mortes se deu por afogamento. Pisoteamentos também fizeram vítimas.

Domingo, 02 de Agosto de 2026 às 15:58, por: CdB

O novo balanço foi feito pelo delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano. O número anterior era de 67 mortos. Grande parte das mortes se deu por afogamento. Pisoteamentos também fizeram vítimas.

Por Redação, com Europa Press – de Madri

O número de migrantes mortos na tentativa de entrada em massa em Ceuta subiu para 72, mostra novo balanço divulgado neste domingo pelo governo local. A maioria das quase 60 mil pessoas que ingressaram ilegalmente em território espanhol na última semana já retornou ao Marrocos, em uma crise migratória sem precedentes no território situado no norte da África.

Exército espanhol foi a Ceuta para controlar “avalanche” de imigrantes

O novo balanço foi feito pelo delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano. O número anterior era de 67 mortos. Grande parte das mortes se deu por afogamento. Pisoteamentos também fizeram vítimas.

 

Exclave

A polícia e as tropas espanholas patrulharam as ruas de Ceuta neste domingo, enquanto o enclave retorna à normalidade após o fluxo repentino de migrantes procedentes do Marrocos. Poucos migrantes continuam no exclave.

O episódio desencadeou uma crise internacional para a Espanha. Vários aliados europeus criticaram Madri por suas políticas favoráveis à regularização de migrantes. O papa Leão XIV fez uma breve referência neste domingo à crise em Ceuta, durante a bênção do Angelus.

— Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Pedindo a Deus, por meio da intercessão de Nosso Senhor da África, que se possam encontrar soluções de paz, de estabilidade e de justiça — disse o santo padre.

 

Segurança

Pequenas embarcações infláveis de uma unidade de resgate monitoravam, neste domingo, as águas ao redor de uma nova cerca fronteiriça que avança pelo mar Mediterrâneo. A barreira de 500 metros, com boias, foi instalada na véspera, para reforçar a segurança.

A Espanha atribuiu a crise a grupos criminosos que divulgaram boatos de que uma recente sentença do Supremo Tribunal do país sobre imigração facilitaria a entrada dos migrantes. Alguns analistas sugeriram que o governo do Marrocos pode ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre a Espanha, que recentemente melhorou suas relações com a vizinha Argélia, rival de Rabat.

O governo marroquino não fez nenhuma declaração sobre a crise.

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