A declaração foi dada no momento em que o Pontífice homenageou o padre maronita Pierre El Raii, morto após socorrer vítimas de um bombardeio israelense.
Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano
O papa Leão XIV manifestou solidariedade ao povo do Líbano durante a audiência geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro, no Vaticano, e voltou a apelar pela paz no Oriente Médio diante da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

A declaração foi dada no momento em que o Pontífice homenageou o padre maronita Pierre El Raii, morto após socorrer vítimas de um bombardeio israelense.
“Estou próximo de todo o povo libanês neste momento de grave provação”, afirmou Leão XIV, destacando que o sacerdote “foi um verdadeiro pastor que sempre permaneceu perto de seu povo”.
O líder da Igreja Católica lembrou ainda que o funeral do pároco ocorre em Qlayaa, justamente em um período de forte tensão no sul do Líbano, região que, segundo ele, volta a experimentar “a tragédia da guerra”.
Ao mencionar o significado do sobrenome El Raii — que, em árabe, representa “pastor” —, Robert Prevost afirmou que o sacerdote viveu plenamente essa missão.
Segundo ele, o padre maronita correu para ajudar fiéis feridos após um bombardeio assim que soube do ocorrido: “Foi um verdadeiro pastor que permaneceu ao lado de seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor”.
Leão XIV expressou ainda o desejo de que “o sangue derramado seja uma semente de paz para o amado Líbano” e renovou seu apelo pelo fim dos conflitos.
“Continuamos a rezar pela paz no Irã e em todo o Oriente Médio, em particular pelas muitas vítimas civis, incluindo muitas crianças inocentes”, declarou.
Por fim, concluiu pedindo que as orações da comunidade internacional sejam “um consolo para aqueles que sofrem e uma semente de esperança para o futuro”.
Novo apelo
O novo apelo de Leão XIV ocorre dois dias após o embaixador do Irã junto à Santa Sé, Mohammad Hossein Mokhtari, criticar a ausência de condenação, por parte do pontífice, ao que Teerã considera uma “agressão” cometida por Israel e pelos Estados Unidos.
Em encontro com jornalistas na última segunda-feira, o diplomata revelou ter solicitado uma reunião com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, para discutir o tema, tendo em vista as posições públicas “vagas” do papa.