Investigado foi detido em Pedro Leopoldo; buscas apreenderam celulares, documentos e um objeto metálico ligado às denúncias.
Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília
Um líder religioso de 44 anos foi preso pela Polícia Civil na quinta-feira, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de envolvimento em crimes sexuais. Segundo os investigadores, ele é alvo de apurações por estupro, estupro de vulnerável, fraude sexual e extorsão, com ao menos 17 vítimas identificadas até o momento.

A prisão ocorreu durante uma operação que também cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços no bairro Lagoa de Santo Antônio: a residência do investigado e um espaço onde ocorriam atendimentos religiosos. A polícia recolheu celulares, cadernos com anotações e outros materiais que podem ajudar a esclarecer os fatos.
De acordo com a Polícia Civil, o homem usava a posição de liderança espiritual para se aproximar das vítimas, que o procuravam em busca de orientação e auxílio religioso.
Investigações
As apurações tiveram início em 2023, quando uma mulher procurou a polícia para relatar abusos. A partir disso, outros casos semelhantes foram surgindo, levando à identificação de novas possíveis vítimas ao longo da investigação.
Os investigadores afirmam que rituais e práticas religiosas eram usados como pretexto para a ocorrência dos crimes. Além disso, há relatos de intimidação psicológica contra mulheres que questionavam ou se recusavam a seguir as orientações impostas durante os atendimentos.
Durante as buscas, também foi apreendido um objeto metálico, um pênis de aço que, segundo a polícia, pode ter sido utilizado nos abusos, além de documentos que agora serão analisados.
Polícia acredita que número de vítimas pode ser maior.
A Polícia Civil não descarta que outras pessoas tenham sido afetadas e orienta que eventuais vítimas procurem a Delegacia Regional de Pedro Leopoldo para registrar denúncia. O objetivo é ampliar o mapeamento dos casos e fortalecer o conjunto de provas.
A defesa do investigado foi citada pela reportagem, mas não foi possível obter contato até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
O caso segue sob investigação, e o suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto as autoridades aprofundam a apuração dos fatos.