Por Redação, com sucursal – de Brasília, por Thamy Frisselli
A violência e os conflitos fundiários que afetam as comunidades indígenas no Brasil continuam a gerar ações policiais e operacionais em diversas regiões. Recentemente, a Polícia Federal deflagrou a operação “Mbarete” em Guaíra, Paraná, enquanto no extremo sul da Bahia, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar gerou controvérsias e denúncias de violência contra a população Pataxó.
Em Guaíra, no Paraná, a operação “Mbarete” foi deflagrada na manhã de 27 de março, com o objetivo de investigar um ataque violento à Aldeia Indígena Yvy Okaju, ocorrido em janeiro. Na ocasião, homens encapuzados invadiram a aldeia, dispararam contra os moradores e deixaram duas crianças e dois adultos feridos, sendo que um dos adultos ficou paraplégico. A operação da Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, com apoio da Polícia Civil e da Força Nacional, com o objetivo de investigar a participação de moradores locais no ataque.

Por outro lado, no sul da Bahia, a Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal foi alvo de uma operação conjunta das polícias Civil e Militar da Bahia, que cumpriram 12 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão. A ação, no entanto, gerou críticas e denúncias de abusos por parte das lideranças indígenas Pataxó. De acordo com os relatos, os policiais teriam usado força excessiva, causando pânico nas aldeias e gerando preocupação com a segurança dos moradores. Além disso, após a operação, grupos armados teriam cercado diversas aldeias da região, aumentando o clima de tensão.
As últimas informações são que 12 indígenas ainda estão presos e pelo menos 3 mortos, desde quando começaram os conflitos. Os indígenas Fecharam a BR 101, mas pelo visto não deu muito certo
As lideranças Pataxó também questionaram os procedimentos legais durante a operação, afirmando que os detidos foram levados diretamente para o presídio sem a realização da audiência de custódia, conforme exige a legislação brasileira. Advogados que acompanham o caso relataram que não tiveram acesso às ordens de prisão, aumentando as suspeitas de irregularidades no processo.
Esses episódios refletem a crescente violência contra as comunidades indígenas no Brasil, agravada pela impunidade e pela falta de garantias legais durante ações policiais em suas terras. A situação em Guaíra e na Bahia exige uma investigação mais profunda e uma reflexão sobre o respeito aos direitos indígenas e os métodos adotados pelas forças de segurança nas operações.