Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Operação combate fraude com vídeos falsos de famosos

Polícia Civil do DF cumpriu mandado em Guarulhos; investigação aponta que vítimas de Brasília chegaram a receber os produtos anunciados nas redes sociais.

Terça, 18 de Agosto de 2026 às 12:42, por: CdB

Polícia Civil do DF cumpriu mandado em Guarulhos; investigação aponta que vítimas de Brasília chegaram a receber os produtos anunciados nas redes sociais.

Por Redação, com JBr – de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Ilusão Digital para investigar um esquema de fraude que utilizava inteligência artificial para falsificar vídeos de pessoas famosas.

Grupo usava deepfakes de famosos para vender falso tratamento

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Guarulhos (SP), onde equipamentos eletrônicos foram recolhidos.

Segundo as investigações, o grupo produzia conteúdos falsos para redes sociais utilizando rostos, vozes e identidades de cantores e jornalistas conhecidos. Com recursos de deepfake, os criminosos simulavam depoimentos em que as vítimas das falsificações supostamente relatavam ter disfunção erétil. Na sequência, os vídeos apresentavam os chamados produtos naturais como uma alternativa de tratamento e direcionavam os consumidores para a compra pela internet.

Brasília

A estratégia, de acordo com a polícia, explorava a credibilidade associada às personalidades utilizadas nas gravações para convencer os consumidores. A investigação identificou registros de vendas e entregas dos produtos para moradores de Brasília. A Polícia Civil alerta para o desconhecimento sobre a composição dos itens comercializados e para a possibilidade de eles representarem riscos à saúde dos consumidores.

A identificação de um dos suspeitos ocorreu a partir do cruzamento de informações obtidas durante a análise de rastros digitais e movimentações financeiras relacionadas ao esquema. Os dispositivos apreendidos serão submetidos a perícia para auxiliar no avanço das apurações.

Os investigados poderão responder por estelionato qualificado cometido por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica, crimes cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 28 anos de prisão.

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