Rio de Janeiro, 24 de Março de 2026

Nasa vai gastar US$ 20 bilhões na Lua e abandona estação orbital

A NASA cancela a estação lunar Gateway e investe US$ 20 bilhões na construção de uma base na Lua, priorizando a pesquisa e operações sustentadas.

Terça, 24 de Março de 2026 às 13:07, por: CdB

A Lunar Gateway foi projetada para servir tanto como plataforma de pesquisa quanto ⁠como estação de transferência.

Por Redação, com Reuters – de Washington

A Nasa está ‌cancelando os planos de implantar uma estação espacial na órbita lunar e, em vez disso, usará seus componentes para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua nos próximos sete anos, disse o ⁠novo chefe da agência espacial dos Estados Unidos, ‌Jared Isaacman, nesta terça-feira.

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Nasa aposta em base lunar com US$ 20 bilhões e desiste de estação orbital

Isaacman, que tomou posse na agência em dezembro, fez o anúncio na abertura ‌de um evento de um ‌dia inteiro na sede da Nasa em Washington, ⁠no qual delineou uma série de mudanças que está fazendo no principal programa lunar da agência, o Artemis.

– Não deve ser surpresa para ninguém o fato de estarmos interrompendo o Gateway em sua forma ‌atual e nos concentrando na infraestrutura que suporta operações ‌sustentadas na superfície ⁠lunar – disse ⁠Isaacman aos delegados no evento.

A estação Lunar Gateway, em grande parte ⁠já construída com ‌as empreiteiras Northrop Grumman ‌e Vantor, antiga Maxar, foi projetada para ser uma estação espacial estacionada em uma órbita lunar. Reaproveitar a nave para uma base na ⁠superfície lunar não é simples.

– Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros ‌objetivos do programa – disse Isaacman.

Plataforma

A Lunar Gateway foi projetada para servir tanto como plataforma de pesquisa quanto ⁠como estação de transferência que os astronautas usariam para embarcar nos veículos de pouso lunar antes de descer à superfície lunar.

As mudanças impostas por Isaacman ao principal programa lunar dos EUA nas últimas semanas estão reformulando contratos no valor de bilhões de dólares no âmbito da iniciativa Artemis.

Isso está fazendo com que as empresas se esforcem para acomodar a urgência extra à medida que a China avança em direção ao seu próprio pouso na Lua em 2030.

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